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Países pobres devem receber vacina junto com os ricos, diz diretora da OMS

Para Mariângela Simão, deve haver uma "locação de países ao mesmo tempo, não os ricos recebendo antes" a vacina - Sergio Lima/Folhapress
Para Mariângela Simão, deve haver uma "locação de países ao mesmo tempo, não os ricos recebendo antes" a vacina Imagem: Sergio Lima/Folhapress

De Viva Bem, em São Paulo

29/07/2020 15h26

Mariângela Simão, diretora-assistente da OMS (Organização Mundial da Saúde), disse hoje em entrevista à Rádio Gaúcha que uma vacina para o novo coronavírus só deve chegar em 2021 e que países pobres devem estar em estado de paridade com os ricos quanto ao seu recebimento.

"Uma vez que essa vacina se comprove ser segura, [queremos] que haja uma locação de países ao mesmo tempo, não os ricos recebendo antes", afirmou.

"A gente está chamando de locação justa das vacinas. O que geralmente acontece, como aconteceu em 2009 (quando houve a pandemia da gripe A), é que os países ricos tiveram acesso primeiro. Quando os mais pobres tiveram acesso, a pandemia já havia passado", lembrou.

Sobre as estimativas de quando a vacina estará pronta, Mariângela disse que a OMS adota um "otimismo cauteloso" e afirmou que o órgão trabalha com a ideia de que o imunizante esteja disponível em "em junho e julho do ano que vem".

"Uma vez que os estudos em fase 3 [de desenvolvimento da vacina] terminem no final do ano, ela precisa ser licenciada pelas autoridades sanitárias e você precisa aumentar a capacidade de produção dela", argumentou.

Perguntada sobre a compra recente que os Estados Unidos fizeram de todo o estoque das vacinas da Pfizer e da BioNTech para o ano de 2020, a diretora-assistente da OMS disse que "não adianta você tentar proteger apenas a sua população".

"Enquanto houver surto, nenhum país está seguro. Deve se investir num mecanismo global para permitir que todos os países tenham acesso", afirmou.

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