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Com falta de ar grave, Roberta passou a cozinhar mais em casa e secou 93 kg

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Daniel Navas

Colaboração para o VivaBem

16/07/2020 04h00

Sedentária e com um rotina alimentar baseada em fast-food, Roberta Silva Galdino, 38 anos, chegou a pesar 163 kg e desenvolveu asma grave. A seguir, ela conta como conseguiu mudar hábitos, chegar aos 73 kg e participar de corridas de rua:

"Tudo começou quando eu tinha entre 15 e 16 anos. Nessa época, não aceitava o meu corpo e achava que tinha que emagrecer. Para isso, passei a tomar remédios em vez de mudar meus hábitos alimentares. Então, comecei a viver num constante 'efeito sanfona', em que emagrecia e engordava ainda mais.

Aos 25 anos, quando me casei, pesava 110 kg. A nova vida fez com que eu piorasse bastante a alimentação. No almoço, priorizava tudo o que tinha farinha branca e comia em grandes quantidades. Já no jantar, sempre ia para restaurantes comer pizza ou hambúrguer.

Roberta como emagreci - Arquivo pessoal  - Arquivo pessoal
Roberta 2
Imagem: Arquivo pessoal

Eram as roupas que indicavam se eu tinha engordado demais. Aí, quando percebia que um vestido estava muito apertado, por exemplo, recorria aos remédios. Cheguei a emagrecer 15 kg em 2 meses, mas, pouco tempo depois, engordei 25 kg.

Em 2015, resolvi entrar em uma academia, mas me dediquei dois meses e parei de treinar. Nunca levava a sério a atividade física, assim como a mudança dos hábitos alimentares.

A consequência do conjunto falta de exercício físico, alimentação errada e o uso exagerado de medicamentos para emagrecer foi, além da obesidade, o desenvolvimento de asma grave. Não conseguia dormir e andar direito. Trabalho em um depósito de móveis, com dois escritórios próximos. Quando ia a pé de um lugar para o outro, precisa parar de caminhar um pouco e descansar, pois tinha muita falta de ar. Usava quatro bombinhas com remédio por mês -receitadas por meu alergista.

Roberta Como Emagreci 3 - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Por conta da falta de fôlego, não saía muito de casa para eventos sociais e o jantar acabava sendo sempre fast-food, pedida pelo delivery. Assim cheguei ao meu peso máximo: 163 kg. Em novembro de 2017, resolvi procurar um médico para realizar a cirurgia bariátrica. Com todos os exames prontos, agendei a operação para fevereiro do ano seguinte. Mas, na hora, desisti. Não tive coragem! Ao mesmo tempo, eu me enchi de coragem para emagrecer e ter uma vida saudável a partir de mudanças de hábitos.

Foi aí que uma amiga indicou um método de emagrecimento chamado Magrass. Em março de 2018, passei por acompanhamento nutricional e estético e saí de lá com várias metas a serem seguidas. A principal delas, claro, era mudar totalmente a minha alimentação.

Estava bastante determinada e a primeira tática para evitar deslizes foi parar de frequentar os restaurantes à noite ou pedir fast-food. Saía do trabalho e ia direto para casa. Lá, preparava meu jantar, que geralmente era alguma proteína (ovo, frango, carne vermelha, peixe) com bastante salada. Já na hora do almoço, troquei a massa branca pela integral em baixas quantidades e passei a investir nos grelhados. Claro que alguns deslizes aconteceram, mas, aos poucos e com determinação, eu consegui entender que o melhor para mim -e para minha saúde - seria essa total mudança na alimentação.

Também procurei ajuda de um personal trainer e voltei a fazer academia. No começo, o treino priorizava muito a questão da falta de ar, com exercícios bem moderados. Corrida, nessa época, nem pensar! Aos poucos, conforme a minha resistência foi melhorando, professor pôde deixar o treinamento mais pesado.

Atualmente, minha rotina alimentar é totalmente saudável. Claro que, de vez em quando, como pizza ou hambúrguer, mas com consciência. O resultado desse cardápio junto com a atividade física foi o fim da falta de ar. Nunca mais precisei usar bombinha! Inclusive, participo de diversas corridas de rua e de montanha no Rio de Janeiro.

Até agora, consegui emagrecer 90 kg e estou com 73 kg, muito mais saudável e podendo fazer o que quiser. O que me deixa mais feliz é a liberdade de poder ir para lá e para cá sem precisar parar para recuperar o fôlego."