Topo

Conexão VivaBem

Equilíbrio


OPINIÃO

Marcela Mc Gowan: "Virei workaholic para não pensar em sexo na quarentena"

Do VivaBem, em São Paulo

14/07/2020 11h00

Não há uma regra para a libido durante a pandemia. Enquanto alguns sobrem pelas paredes, outros focam o tesão em outras atividades. Marcela Mc Gowan, por exemplo, revelou no Conexão VivaBem desta terça-feira (14) que virou workaholic para não pensar em sexo. "Acho que sexo é uma coisa que a gente alimenta. Se a gente distancia ele, acaba diminuindo nas nossas prioridades também. A gente pensa menos nele e gasta menos energia com isso", disse.

A ex-participante do BBB20 disse que já teve fases durante a quarentena. "Minha libido começou mais alta, mas baixou um pouco, pelo estresse da pandemia. Mas oscila muito. Por mais que você se reinvente sozinha ali, a troca é uma parte muito importante da sexualidade. Então, não tem sido fácil", confessou.

Durante a conversa com o psiquiatra Jairo Bouer, André Lage, um dos fundadores do Soltos S.A., canal que explora como é ser solteiro em tempos de redes sociais, também sentiu a oscilação na libido. "Acho que no começo bateu aquela coisa de estar subindo pelas paredes, o gosto do proibido. Os aplicativos de relacionamento falam que o movimento aumentou ente 30% e 40%. Mas depois de um tempo começou a ter mais estresse, são muitas notícias ruins, muita coisa acontecendo no mundo com pessoas próximas e começa a baixar a libido".

Mas a queda não significa algo ruim. "Pelo menos para mim também está sendo um alívio. Agora estou dando umas férias para a vida amorosa, porque ela traz tanta ansiedade que de vez em quando a gente queria que fosse mais fácil. E de repente você descobre que sozinho também pode ser fácil", refletiu ele.

Aplicativos

Marcela contou que saiu dos aplicativos de relacionamento por conta da exposição. "Fiquei com medo", disse. "Mas estou aproveitando o mercúrio retrógrado e todos os ex que ele traz de volta e estou tentando manter uma conversa, para poder manter pelo menos os 'contatinhos' na quarentena, gente que eu já conheço pelo menos. Mas está difícil conhecer gente nova".

Já Lage disse que tem muita gente aproveitando o momento para aproveitar a tecnologia: "A pandemia igualou as distâncias. Como agora a gente não pode encontrar ninguém, tanto faz se a pessoa está a 20 ou 20 mil quilômetros". Segundo ele, tem sido um tempo de experimentar, por exemplo, a webcam. "A gente está tendo que aprender a interagir e à tela".

Aprendizado

Assim como Marcela, o fundador do Soltos S.A. também acha que a libido pode ser direcionada não só para o sexo, mas para trabalhar, cozinhar ou estudar. "Acho que tem dias que a gente está mais 'fogoso'. Mas, no geral, eu estou sentindo que a minha libido ela está mais distribuída em várias funções da vida", disse ele.

A médica ginecologista ainda afirmou que esse deve ser um bom momento de reflexão para os homens. "Eles são muito ensinados a direcionar a libido só para o sexo. Então acho que deve ser um momento interessante de reflexão, de pensar para onde eu dispenso essa energia aí".

Uma das explicações para isso seria a formação sexual do homem por meio da pornografia, de acordo com Lage. Esse seria o momento de fazer um "detox". "É óbvio que a gente vai sentir vontade de se masturbar, mas porque não se masturbar usando a imaginação? Porque isso também faz a gente ter uma mudança, para a gente sair uns 'crushs' melhores da pandemia".