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Academias e parques voltam a abrir em SP; veja quais cuidados tomar

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Imagem: Istock

Priscila Carvalho

Do VivaBem, em São Paulo

10/07/2020 13h23Atualizada em 13/07/2020 09h00

Os parques municipais —dentro eles o zoológico e o safári— e as academias da capital paulista estão liberados para reabrir a partir de hoje (13), mas com restrições por conta da pandemia de coronavírus.

Os parques funcionarão com horário especial das 10h às 16h. Somente os parques do Ibirapuera, na zona sul da cidade, e o parque do Carmo, na zona leste, terão horários diferenciados e funcionarão das 6h às 16h. Já as academias devem funcionar por apenas seis horas diárias.

Veja abaixo quais cuidados tomar ao voltar a frequentar estes locais.

É seguro frequentar parques?

Mesmo com a liberação, os parques terão que seguir regras como permitir somente 40% da capacidade total de público no espaço. O controle será feito por equipes da prefeitura nos portões. Além disso, em alguns casos serão instalados banheiros químicos e os bebedouros não poderão ser usados.

De acordo com Igor Marinho, infectologista do HC-SP (Hospital das Clínicas de São Paulo) e coordenador médico do hospital AACD, seguindo todas as medidas de higiene —já recomendadas— é possível ter uma volta segura. "É uma medida certa, igual está sendo feita nos setores comerciais. O ideal e recomendado é não concentrar as pessoas em determinados períodos, por isso a restrição de abertura aos finais de semana", diz.

O profissional ressalta que por mais incômodo que seja, o correto é praticar exercícios como corrida, caminhada e pedalada, sempre usando máscara e, se possível, levando álcool gel. Além disso, a pessoa deve levar sua própria garrafa de água e evitar contato muito próximo com outras pessoas.

Com a limitação de pessoas, é possível ter um maior controle de aglomerações. "Se a medida não fosse tomada, correríamos um risco muito grande de perder o controle, tendo parques com lotação acima do ideal."

E como ficam as academias?

Para reabrir, os donos de academia e usuários também terão que seguir regras específicas e rígidas, tais como horário reduzido, agendamento, distanciamento físico, proibição de aulas em grupo e redução da capacidade total.

Marinho explica que é fundamental o uso de máscaras nesses locais, já que são espaços de maior risco, justamente por causa do ambiente fechado. Também é essencial manter o distanciamento entre os aparelhos, pessoas afastadas e a proibição de aulas em grupo. "O ideal é ter limpeza e higienização frequentes dos aparelhos após o uso", afirma.

Eduardo Netto, coordenador da rede de academias BodyTech, afirma que a empresa pretende seguir todos os protocolos recomendados pelo governo e autoridades de saúde.

No Rio de Janeiro, onde as academias já foram liberadas desde a semana passada, ele ressalta que todas as medidas estão sendo respeitadas. Neto explica que os mesmos cuidados serão tomados na cidade de São Paulo, onde os treinos individuais deverão ser agendados, a critério de cada academia.

"Estamos fazendo marcações no chão, além de desligar alguns equipamentos para que a distância seja respeitada. Onde também há obrigatoriedade, estamos fazendo agendamento pelo aplicativo. Não tem chance de ocorrer aglomeração".

Ele explica também que aulas como zumba, ioga, dança e outras modalidades que envolvem mais de uma pessoa estão temporariamente proibidas.

"Apostamos em uma comunicação massiva em todas as áreas da academia para que os clientes higienizem as mãos com álcool em gel, respeitem o distanciamento físico e limpem os aparelhos e materiais antes e após o uso. Espalhamos dispensers de álcool em gel em várias áreas. A ideia é que isso vire um hábito daqui para frente", finaliza.

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