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Partículas do coronavírus no ar podem infectar pessoas, dizem cientistas

Para cientistas, partículas do coronavírus flutuando em ambientes fechados são infecciosas - BSIP
Para cientistas, partículas do coronavírus flutuando em ambientes fechados são infecciosas Imagem: BSIP

Do VivaBem, em São Paulo*

06/07/2020 08h34

Um grupo de 239 cientistas de 32 países afirma que partículas do novo coronavírus permanecem no ar em ambientes fechados, sendo capazes de infectar as pessoas, informou reportagem do jornal The New York Times.

A OMS (Organização Mundial da Saúde), no entanto, mantém a posição de que coronavírus se espalha principalmente por grandes gotículas respiratórias, expelidas por pessoas infectadas em tosses e espirros. Um estudo publicado em maio pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças de Guangzhou, na China, levantou o debate sobre qual a distância que o vírus se espalha no ar qual o papel que ambientes fechados e mal ventilados têm na transmissão.

"Estamos cientes do artigo e avaliando seu conteúdo com nossos especialistas técnicos", disse Tarik Jasarevic, porta-voz da OMS, em uma resposta enviada por e-mail hoje a um pedido da Reuters por comentários.

Em uma carta aberta à OMS, segundo o jornal, o grupo de pesquisadores descreve as evidências que mostram que partículas menores podem infectar pessoas e pedem uma revisão das recomendações. Eles planejam publicar a carta em uma revista científica na próxima semana.

Segundo a reportagem, se a transmissão aérea for um fator significativo, especialmente em ambientes com pouca ventilação, significaria que locais como escolas e empresas precisarão apostar em bons sistemas de ventilação e filtros de ar poderosos para retomar as atividades, além do uso de máscaras. Luzes ultravioletas para matar partículas virais flutuando em pequenas gotículas nesses espaços também poderiam ser utilizadas.

Linsey Marr, especialista em transmissão aérea de vírus da Virginia Tech, explicou que os cientistas não conseguiram cultivar o coronavírus a partir de aerossóis no laboratório, mas destacou que isso não significa que eles não sejam infecciosos,

Segundo ela, a maioria das amostras desses experimentos vem de hospitais com bom fluxo de ar, o que diluiria os níveis virais. Na maioria dos edifícios, no entanto, "a taxa de troca de ar é geralmente muito menor, permitindo que o vírus se acumule no ar e represente um risco maior".

*Com informações da Reuters

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