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Hormônios podem explicar maior prevalência de Alzheimer em mulheres

Istock
Imagem: Istock

Bruna Alves

Colaboração para o VivaBem

30/06/2020 17h43

Um estudo publicado em 24 de junho na revista americana Neurology mostrou que as mulheres têm mais alterações no cérebro relacionadas à doença de Alzheimer do que os homens, e, segundo os pesquisadores, isso pode estar relacionado a interrupções hormonais durante e depois da menopausa.

"Nossas descobertas sugerem que fatores hormonais podem prever quem terá alterações no cérebro. Nossos resultados mostram alterações nos recursos de imagem cerebral ou biomarcadores no cérebro, sugerindo que o status da menopausa pode ser o melhor preditor de alterações cerebrais relacionadas à doença de Alzheimer em mulheres", disse Lisa Mosconi, da Weill Cornell Medicine, em Nova York e uma das autoras do estudo.

Como o estudo foi feito?

  • Ao todo, foram examinados 121 participantes, sendo 85 mulheres e 36 homens, sem nenhum problema mental ou cognitivo, com idade entre 40 e 65 anos;
  • Todos os participantes fizeram vários tipos de exames clínicos, laboratoriais, neuropsicológicos, ressonância magnética e hormonais. Além disso, também foram avaliados fatores de risco como idade, status da menopausa, educação, histórico familiar e estilo de vida;
  • Os exames foram necessários para determinar os níveis de placas beta-amilóides associadas à doença de Alzheimer, volumes de substância cinzenta e branca e a taxa na qual o cérebro metabolizou a glicose, uma indicação da atividade cerebral.

Resultado

Os grupos foram comparados em medidas clínicas e cognitivas. O resultado apontou que as mulheres apresentaram maior deposição de beta-amilóide, menor metabolismo de glicose e menores volumes de substância cinzenta e branca em comparação aos homens.

O grupo masculino não apresentou anormalidades nos biomarcadores em comparação ao grupo feminino. Os resultados foram independentes da idade e permaneceram significativos com o uso de grupos pareados por idade.

Conclusão

A menopausa foi o preditor mais associado às diferenças observadas de biomarcadores cerebrais, seguidas de terapia hormonal, status de histerectomia e doença da tireoide.

"Nossas descobertas sugerem que mulheres de meia-idade podem estar mais em risco de contrair a doença, talvez por causa dos níveis mais baixos do hormônio estrogênio durante e após a menopausa", disse Mosconi, ressaltando que são necessários estudos maiores que acompanhem os participantes por um período de tempo.

"Uma limitação do estudo é que ele incluiu apenas pessoas saudáveis de meia-idade sem doença cerebral ou cardíaca grave", completa Mosconi.

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