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Guardar limão aberto, mesmo na geladeira, é perigoso?

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Imagem: Priscila Barbosa

Renata Turbiani

Colaboração para VivaBem

17/06/2020 04h00

Talvez você já tenha escutado que guardar o limão depois de cortado, mesmo em ambiente refrigerado, pode trazer riscos à saúde. Pois saiba que isso não é verdade. O que acontece com ele, após um período aberto, é a oxidação, devido ao contato com o ar, tendo como consequências a perda das propriedades benéficas, o ressecamento e uma possível alteração do sabor. Mas nada disso, a priori, faz mal.

Outro ponto importante de se destacar é que a fruta é rica em ácido cítrico —presente tanto na casca quanto na polpa—, um potente bactericida que atua como conservante natural e impede o surgimento e a rápida proliferação de bactérias e outros microrganismos causadores de doenças.

Apesar disso, as especialistas consultadas por VivaBem reforçam que o alimento, após cortado, não deve ser guardado de qualquer jeito e nem por muito tempo. O ideal é armazená-lo na geladeira, em um recipiente bem fechado, de preferência de vidro, ou embalado em papel filme, durante dois ou três dias. E, antes de consumir, a indicação é analisar a coloração, o aspecto e o odor. Se estiver amarelado, embolorado ou com cheiro estranho, jogue fora.

Mais uma dica das profissionais, e essa deve ser aplicada antes de cortar ou consumir a fruta, é lavá-la bem com água e sabão, para eliminar qualquer tipo de sujeira. Neste período de pandemia, para evitar contaminação pelo novo coronavírus, também é indicado deixá-la por 15 minutos em uma solução de água sanitária, específica para desinfecção de alimento, diluída em água. A proporção é de 1 ou 2 colheres de sopa do produto para 1 litro de água.

Benefícios do limão

Além de extremamente versátil na culinária, já que é utilizado para preparar, temperar e finalizar os mais variados pratos, salgados e doces, o limão tem uma série de componentes benéficos à saúde. A começar pela vitamina C (ácido ascórbico), importante antioxidante que protege as células contra os efeitos deletérios dos radicais livres, contribuindo, por exemplo, para a diminuição de processos inflamatórios e o atraso do envelhecimento.

Essa substância ainda tem outras funções essenciais para o bom funcionamento do organismo: fortalece o sistema imunológico; atua na biossíntese do colágeno, proteína fundamental para a formação de vasos sanguíneos, cartilagem, músculos e ossos, e ajuda a absorver e armazenar ferro.

Outros elementos encontrados em abundância na fruta são as vitaminas do complexo B, que auxiliam no processo digestivo e na absorção de nutrientes, e a pectina, uma fibra solúvel que retarda a digestão de açúcares e amidos e melhora o funcionamento intestinal.

E mais: mesmo sendo ácido, o limão nivela o PH do estômago, neutralizando sua acidez, ação que contribui para melhorar problemas gastrointestinais, como azia e gases, e, por ser rico em potássio, favorece a produção de urina, tendo uma função diurética.

Fonte: Bernadette Dora Gombossy de Melo Franco, professora titular do Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP (Universidade de São Paulo) e diretora do FoRC (Food Research Center) - Centro de Pesquisas em Alimentos da USP; Gabriela Cilla, gastróloga e nutricionista clínica, funcional e esportiva da Clínica NutriCilla; Marcella Garcez, diretora da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia), coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo e Natalia Barros, nutricionista com aprimoramento em nutrição humana e metabolismo pela Stanford University, dos Estados Unidos.