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Covid-19: "Dexametasona pode ter me salvado", diz paciente que testou droga

Pete Herring, um dos pacientes que testou o uso da dexametasona contra a covid-19 no Reino Unido - Arquivo pessoal
Pete Herring, um dos pacientes que testou o uso da dexametasona contra a covid-19 no Reino Unido Imagem: Arquivo pessoal

Do VivaBem, em São Paulo

17/06/2020 09h22Atualizada em 17/06/2020 13h27

Um dia depois de cientistas da Universidade de Oxford divulgarem que a dexametasona pode reduzir as mortes pelo novo coronavírus, um paciente que se curou da covid-19 contou que o remédio pode ter salvado a sua vida.

Pete Herring, 69, foi um dos 2000 pacientes que estavam muito doentes e fizeram parte do teste com o medicamento. Ele ficou internado no hospital Addenbrookes, em Cambridge.

"Talvez essa droga tenha salvado a minha vida. É muito animador ouvir que os pesquisadores tenham achado um tratamento que funciona. Sei que para mim era tudo ou nada", disse ele em entrevista à BBC.

Herring, que vive em Cambridgeshire (Inglaterra), foi internado no final de abril e passou cinco dias em terapia intensiva. Ele foi tratado com oxigênio e o medicamento experimental. "Eu tive muitos sintomas parecidos com o de uma gripe, mas a dificuldade de respirar era o pior. Eu entrei no hospital no dia 28 de abril e em uma hora fui levado para a UTI", disse ele à Sky News.

Ele conta que ficou tão doente que os médicos avaliaram colocá-lo em coma induzido. "Eu sabia que [o medicamento] estava em teste, mas na época não sabia se havia recebido o medicamento ou apenas o placebo". Herring recebeu alta no dia 6 de maio e só soube que havia testado o medicamento semanas depois.

Ontem, pesquisadores britânicos afirmam que o uso da dexametasona reduziu a incidência de mortes pela covid-19. De acordo com cientistas da Universidade de Oxford, houve redução de um terço das mortes em pacientes que precisavam de tratamento com oxigênio e receberam o corticoide dexametasona.

A droga, que tem efeito anti-inflamatório, é de baixo custo, e o Ministério da Saúde do Reino Unido confirmou que vai incluí-la no tratamento da covid-19.

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