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Estados Unidos liberam anticoncepcional em gel sem hormônios

FDA, entidade que regula alimentos e remédios nos EUA, aprova anticoncepcional sem hormônios - iStock
FDA, entidade que regula alimentos e remédios nos EUA, aprova anticoncepcional sem hormônios Imagem: iStock

De Viva Bem, em São Paulo

15/06/2020 13h38

A Food and Drug Administration, órgão norte-americano que regula alimentos e medicamentos, aprovou recentemente um gel anticoncepcional sem a presença de hormônios.

A novidade vem para suprir a demanda de um grande grupo de mulheres por métodos contraceptivos mais naturais e deve chegar ao mercado dos Estados Unidos no mês de setembro. O Phexxi, nome comercial do anticoncepcional, só pode ser aplicado na vagina até 1 hora antes da relação sexual.

Em entrevista à Vogue, Mariana Halla, médica especialista em ginecologia endócrina, ressalta os problemas trazidos pela desequilíbrio hormonal que pode ser gerado pelo uso das pílulas. "Efeitos colaterais como náusea, perda de libido e de massa magra, acúmulo de gordura, ansiedade, depressão e trombose são alguns dos sintomas do desequilíbrio hormonal", fala Mariana Halla

A saída encontra pelo remédio para impedir a fecundação é manter o Ph vaginal baixo, dificultando a passagem dos espermatozoides, conforme explica Mariana.

"O pH da vagina é naturalmente ácido, de 3.5 a 4.5, e a ideia é não deixar que esses valores subam depois da ejaculação. Para permitir que os espermatozoides passem pelo canal e alcancem o óvulo, a ejaculação eleva o pH da vagina para 7, 8. Assim, ao garantir que o pH do órgão continue ácido, o gel inviabiliza os espermatozoides", disse.

O laboratório Evofem Bioscience, que fabrica o novo gel, relata que ardência, inflamação, coceira, corrimento e infecção foram problemas registrados durante o estudo do medicamento. A tendência, no entanto, é de que esses sintomas sejam atenuados conforme o uso. As mulheres também observaram maior lubrificação vaginal e aumento da libido.

Ela alerta ainda para o alto índice de gravidez apresentado nos estudos do medicamento. "Elas foram avaliadas por sete ciclos menstruais, 4.769 ciclos no total, e o problema é que houve 101 gestações no período. Grosso modo, podemos falar que uma em cada sete mulheres vai engravidar — o que é uma taxa muito alta", explica.

A previsão é de que o medicamento custe entre US$ 250 e US$ 275 por pacote, sendo que cada embalagem trará 12 aplicadores. O valor equivale a quase R$ 120 por uso.

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