PUBLICIDADE

Topo

VivaBem

Covid-19: Embaixador britânico exalta ajuda da ciência do Brasil com vacina

Vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford será testada em duas mil pessoas no Brasil - Cadu Rolim/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford será testada em duas mil pessoas no Brasil Imagem: Cadu Rolim/Fotoarena/Estadão Conteúdo

De VivaBem, em São Paulo

03/06/2020 17h12

A ciência brasileira pode ter papel importante no desenvolvimento de uma vacina para o novo coronavírus. A avaliação foi feita hoje pelo embaixador britânico no Brasil, Vijay Rangarajan, em entrevista à CNN Brasil.

Dois mil brasileiros passarão por testes de uma vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford. Em caso de respostas satisfatórias, entidades do país devem auxiliar na produção da vacina em questão em grandes quantidades.

"Sem uma vacina, é muito difícil enfrentar o desafio do coronavírus mundialmente. O Reino Unido está financiando e organizando muitos processos para desenvolver essa vacina. O Brasil é um parceiro há muitos anos. Temos uma parceria de muitos anos entre o SUS e o NHS (o serviço nacional de saúde do Reino Unido). Estamos financiando a vacina de Oxford, já fizemos parte de testes clínicos. Essa é a terceira fase: dez mil pessoas no Reino Unido e duas mil no Brasil. Agradeço muito a celeridade da Anvisa e do Ministério da Saúde", disse Rangarajan.

"Trabalhar com a ciência brasileira, com o Ministério da Saúde, com a Fiocruz, com a Anvisa, é fundamental para termos a esperança de termos uma vacina nos próximos meses. Não é seguro (que teremos), precisamos de mais trabalho, mas isso é fundamental", acrescentou.

Até que uma vacina esteja aprovada e mundialmente disponível, porém, o processo passará por algumas etapas. O embaixador lembra que investimentos e testes são necessários até que a população possa receber a imunização.

"Tem algumas diferentes etapas. Uma vacina deve ser segura. Já foram feitas muitas provas no Reino Unido para testar se a vacina é segura, se tem efeitos colaterais, e não tem muitos. É normal uma vacina ter um pouco de dor, algo assim. A segunda parte mais difícil é entender a eficácia dessa vacina, o processo neste momento. Precisamos de diferentes povos, diferentes frações de pessoas para averiguar a eficácia da vacina", apontou o embaixador, que calculou um investimento de cerca de R$ 50 bilhões de reais para produzir a vacina em grande escala.

"Precisamos de financiamento neste momento para produção em escala massiva."

VivaBem