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Dá para receber cabeleireiro e manicure em casa durante a pandemia? Entenda

Fazer as unhas em casa pode ser uma opção para reduzir as chances de contaminação pelo novo coronavírus - iStock
Fazer as unhas em casa pode ser uma opção para reduzir as chances de contaminação pelo novo coronavírus Imagem: iStock

Danielle Sanches

Do VivaBem, em São Paulo

22/05/2020 11h00

A inclusão de serviços de beleza —como cabeleireiros e manicures— como serviços essenciais pelo presidente Jair Bolsonaro permitiu que algumas cidades reavaliassem e permitissem a abertura desses estabelecimentos.

No entanto, a medida, considerada polêmica, também provocou debate justamente por incentivar a quebra do isolamento social — considerada a principal arma contra a disseminação do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

Muitos estados, inclusive, decidiram ignorar o decreto e seguir com a determinação de manter esses locais fechados até que o número de infecções e mortes diárias se torne mais baixo, quando teoricamente seria mais seguro voltar a circular em público.

Serviço domiciliar pode ser a solução

Nas cidades em que o serviço está liberado, muitos profissionais têm retomado as atividades redobrando os cuidados e tomando precauções para evitar a contaminação. Mesmo assim, infelizmente, não é possível dizer que é seguro, neste momento, sair para fazer as unhas, depilar ou cortar o cabelo, por exemplo.

De acordo com o infectologista João Prats, da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, os principais problemas são o fluxo de pessoas e o compartilhamento de objetos —o que aumentam as chances de disseminação do vírus.

Então, se for realmente necessário usufruir desses serviços, pode ser um bom momento para testar o atendimento domiciliar — ou seja, receber esses profissionais no conforto do lar. "Dessa forma, o contato social fica limitado a apenas uma pessoa, e fica mais fácil tentar eliminar os vetores de contaminação", avalia o especialista.

Quais cuidados tomar?

Para começar, é importante saber escolher o profissional para essa atividade. "Prefira alguém de confiança e que você saiba que está atento às medidas sanitárias, que está se cuidando e preocupado com a situação atual", afirma o especialista.

Neste momento, vale até questionar quais medidas ele(a) está tomando para continuar trabalhando e reduzir a chance de transmissão do vírus.

Uma vez que ele(a) esteja em casa, é indispensável que todos permaneçam de máscara o tempo todo. Prefira fazer o atendimento em um ambiente arejado ou ao ar livre, quando possível.

Também peça para deixar o sapato na entrada da casa, lavar as mãos antes de iniciar o serviço e, de preferência, usar luvas e avental descartáveis durante o processo.

"A cada novo cliente, o profissional também precisa desinfetar os instrumentos de trabalho como tesouras, pentes e alicates", afirma a infectologista Fabiana Sinisgalli Romanello, do Hospital São Francisco de Mogi Guaçu (SP). No caso das manicures, a cliente pode oferecer seus próprios materiais (alicate, esmalte etc.) como forma de reduzir as chances de contaminação.

A médica lembra, no entanto, que essas medidas não garantem 100% de segurança, apenas reduzem o risco. "Por isso, a visita desse profissional só deve ocorrer se realmente for necessária", alerta.

E se eu quiser ir ao salão?

Como já foi dito anteriormente, é impossível garantir a segurança ao sair de casa e frequentar o salão de beleza neste momento. Vale reforçar também que muitas cidades brasileiras continuam com esses serviços suspensos, ou seja, a abertura do espaço é irregular.

Mas, se realmente achar que vale a pena arriscar, é importante atentar para os cuidados que o lugar oferece. Espaçar os atendimentos para reduzir o número de clientes no mesmo ambiente ao mesmo tempo, por exemplo, é um recurso importante, bem como o aumento da distância entre as cadeiras.

Evitar compartilhar itens e ferramentas, o uso de máscara o tempo todo e lavar as mãos entre um atendimento e outro, além da desinfecção de objetos que sejam utilizados em mais de uma cliente, são medidas que ajudam a reduzir as chances de contaminação —mas não a eliminam totalmente. "A recomendação continua sendo para ficar em casa", afirma João Prats.