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Estudo: Brasil pode salvar quase uma vida por minuto se mantiver isolamento

11.mai.2020 - Registro do primeiro dia de adoção do novo rodízio de veículos em São Paulo; sistema é dividido em placas com finais pares e ímpares - Paulo Lopes/BW Press/Estadão Conteúdo
11.mai.2020 - Registro do primeiro dia de adoção do novo rodízio de veículos em São Paulo; sistema é dividido em placas com finais pares e ímpares Imagem: Paulo Lopes/BW Press/Estadão Conteúdo

De VivaBem, em São Paulo

11/05/2020 22h15Atualizada em 11/05/2020 22h19

Cálculos feitos por matemáticos da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) estimam que o Brasil pode salvar uma vida a cada 1,3 minuto se respeitar as medidas de isolamento social nas próximas duas semanas.

O estudo "Vidas Salvas", desenvolvido por Paulo J. S. Silva e Claudia Sagastizábal em parceria com o Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) da USP (Universidade de São Paulo), se baseia nos dados divulgados diariamente pela União, pelos estados e pelos municípios e compilados pelo Observatório Covid-19 BR.

"Essa é uma estimativa do número de vidas que serão salvas no País por termos mantido o isolamento social na última semana e se continuarmos firmes nos próximos 14 dias", explicam os autores da pesquisa. "O número cresce muito rapidamente à medida que os dias passam, enfatizando a necessidade de medidas de mitigação", completam.

A última atualização foi feita ontem e estima que só até a próxima segunda (18) mais de 4.300 vidas serão salvas se a população respeitar o isolamento social. Com mais uma semana, o total de vidas salvas sobe para 15.439 no próximo dia 25—ou uma a cada 1,3 minuto.

Os pesquisadores ainda fizeram recortes por estado —São Paulo, Rio de Janeiro e Maranhão (onde nasceu Silva)— e pelas cinco regiões do Brasil. Mantendo a quarentena, os paulistas salvariam uma vida a cada 2,3 minutos nos próximos 14 dias; os fluminenses, uma a cada 5,8; os maranhenses, uma a cada 12,8.

Entre as regiões, o Sudeste é a que precisaria de menos minutos para salvar uma vida (1,9), seguido por Norte (3,5), Nordeste (4,3), Sul (130,9) e Centro-Oeste (610,9).

"[Com o isolamento] já achatamos a curva [de registros de novos casos]. Já há um grande ganho, mas houve uma pequena piora nos últimos dias e ainda há muito o que fazer", alertam os matemáticos.

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