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Estudo mostra que recuperados da covid-19 criam anticorpos mais eficazes

Pesquisa deixa ciência mais próxima de entender processo de imunização da doença causada pelo coronavírus - Emmanuele Ciancaglini/NurPhoto via Getty Images
Pesquisa deixa ciência mais próxima de entender processo de imunização da doença causada pelo coronavírus Imagem: Emmanuele Ciancaglini/NurPhoto via Getty Images

De VivaBem, em São Paulo

30/04/2020 11h56

Um estudo chinês publicado ontem pela Nature Medicine, prestigiada revista de ciência britânica, mostrou que 100% das pessoas que conseguiram se recuperar da doença causada pelo coronavírus criaram anticorpos que podem garantir sua imunidade contra a covid-19. A pesquisa deixa a ciência mais próxima de um consenso sobre se quem supera a doença pode desenvolvê-la de novo.

O estudo foi conduzido em três hospitais na cidade de Xunquim, que fica próxima à província de Hubei, epicentro da pandemia na China. Entre os 285 pacientes testados, alguns demoraram quase 20 dias para desenvolverem os anticorpos, enquanto outros já atingiram o ápice da produção em apenas seis dias. Na média, o tempo de produção dos anticorpos foi de 13 dias.

Os anticorpos criados pelos pacientes foram do tipo imunoglobulina G, que são conhecidos por garantir imunidade por maior tempo, em alguns casos durante toda a vida. No entanto, isso não significa que uma pessoa com anticorpos fique totalmente imunizada. Isso porque a resposta imune de cada um pode variar e o estudo não contemplou esse aspecto.

A própria publicação do estudo reconhece que a pesquisa tem limitações, como não avaliar o poder de neutralização dos anticorpos sobre o vírus e não ter uma associação entre quadro clínico e resposta à doença. Dos 285 pacientes, apenas 39 foram classificados como em estado grave.

O estudo chinês ainda aproveitou para avaliar a eficácia dos diferentes tipos de teste para a covid-19. Apesar de apontar uma maior efetividade das amostras sorológicas, a pesquisa constatou que os testes só são mais precisos quando realizados dentro de uma janela específica de tempo, ainda no início da infecção.

Enquanto a ciência se esforça para desenvolver uma vacina para a doença, a covid-19 ultrapassou a marca de 3 milhões de pessoas contaminadas no mundo essa semana, somando já mais de 200 mil mortes. No Brasil, as vítimas fatais superaram os números da China, com mais de 5 mil mortos.