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'Pensamos na morte como uma questão de velhice', diz Marilda Siqueira

UOL Debate - VivaBem - Coronavírus: onde estamos - Reprodução
UOL Debate - VivaBem - Coronavírus: onde estamos Imagem: Reprodução

De Viva Bem, em São Paulo

02/04/2020 14h31

Os médicos que participaram hoje do UOL Debate alertaram que os jovens saudáveis, que não fazem parte do grupo de risco da infecção pelo coronavírus, precisam ter solidariedade com as outras pessoas.

A pesquisadora Ester Sabino, uma das responsáveis por fazer o sequenciamento genético do novo coronavírus, no entanto, lembrou que os jovens não estão imunes aos casos graves da doença.

"Há casos graves em todos os lugares. Na verdade, a taxa de jovens vai aumentar na medida que mais jovens se infectam. É bem menor do que a das pessoas mais velhas, mas vão haver casos", explicou.

Drauzio Varella, por sua vez, ressaltou que não existe um perfil único de jovem e que, por exemplo, uma pessoa nova que é fumante está no grupo de risco. A obesidade também pode ser outro motivo de preocupação, assim como a pressão alta. "Sabemos que a hipertensão é um fator de risco para pessoas mais velhas, mas não temos certeza se também é para os mais jovens."

Marilda Siqueira, pesquisadora da Fiocruz, foi ainda mais enfática e destacou que a morte não está ligada à idade e analisou por que os casos de jovens são os que mais chocam. "Estamos acostumados a pensar na morte como uma questão de velhice", disse.

Drauzio Varella concordou: "Você tem isso desde a adolescência: morre um senhor de 80 anos, ninguém liga, é normal", lamentou.

Siqueira ainda destacou que o momento é de adaptação da sociedade como um todo. "Temos que nos adaptar e fazer cada um a sua parte. Não estamos vivendo uma situação que o indivíduo pode fazer o que quiser, mas sim uma em que deve haver solidariedade."

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