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Aviso na pele: tatuagem informa problemas de saúde para casos de emergência

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Simone Machado

Colaboração para VivaBem

29/03/2020 04h00

Fazer uma tatuagem é algo bastante pessoal e as inspirações podem ser as mais variadas: desenhos de animais, traços que simbolizam algo, a imagem de alguém querido, frases inspiradoras, nomes e por aí vai.

Mas você já imaginou deixar marcado na pele a sua condição médica, seu tipo sanguíneo ou nomes de medicamentos aos quais é alérgico? Pois essa é a ideia do projeto "Tatuagem do Bem".

Além de adornarem o corpo, as chamadas tatuagens do bem servem para informar condições médicas de pacientes com doenças crônicas ou alergias. Pensando em ajudar pessoas nessa situação, um tatuador de Vargem Grande do Sul, cidade a 240 km de capital paulista, faz essas tatuagens de graça para quem precisar.

"Para mim, esse projeto foi uma das melhores ideias que já vi. É uma ação solidária que ajuda muito as pessoas. Não cobro nada, mas a gratidão que as pessoas têm por podermos ajudá-las vale muito mais do que qualquer pagamento em dinheiro", diz o tatuador Paulo César de Oliveira, mais conhecido como Fera.

Segundo ele, há seis anos no projeto, mais de 400 pessoas já foram tatuadas gratuitamente. Para fazer o procedimento, basta entrar em contato com ele, contar as alergias ou outras condições médicas que possui e agendar um horário.

"Me sinto livre"

Um gesto simples que significou a liberdade para Edna Ferreira da Silva, 33, auxiliar de serviços gerais. Desde sua última gestação, há seis anos, ela sofre com crises de hipoglicemia —baixo nível de açúcar no sangue.

Edna: "Me sinto muito mais segura" - Arquivo pessoal
Edna: "Me sinto muito mais segura"
Imagem: Arquivo pessoal

O problema de saúde, que causa suor, tremedeira, fraqueza, confusão mental e até desmaios, afetou diretamente a sua rotina. Ela é alérgica a dipirona, buscopan, cefalexina e prednisolona, e chegou a ser medicada erroneamente pelo menos três vezes. Situação que a fez parar de sair de casa desacompanhada.

"Como minhas crises são fortes, muitas vezes perco a consciência ou fico muito confusa e, por isso, ao ser hospitalizada já recebi medicação da qual sou alérgica. No almoço de Natal eu desmaiei, fui levada para o hospital e fui medicada com dipirona. Por causa disso tive que ficar três dias internada tomando outro remédio para cortar o efeito da primeira medicação", explica.

Em janeiro, a auxiliar ficou sabendo do projeto "Tatuagem do Bem" e logo agendou sua sessão. Tatuou a lista dos medicamentos a que é alérgica no braço, bem próximo do local onde é aferida a pressão e ficou mais tranquila.

"Agora me sinto livre. Sei que posso sair sozinha de casa que, se eu passar mal, não serei medicada de forma errada. Todos verão o meu problema de saúde e o que não posso ingerir. Me sinto muita mais segura", diz.

Fonte: Tarissa Petry, endocrinologista do Centro de Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP).

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