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Esqueceu de usar camisinha na folia? Saiba como agir para evitar riscos

Getty Images
Imagem: Getty Images

Giulia Granchi

Do VivaBem, em São Paulo*

26/02/2020 04h00

Não é segredo para ninguém que o Carnaval é sinônimo de samba, folia e, para muitos, pegação. Apesar das campanhas que reforçam a importância do sexo seguro e prevenção de ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) nesta época do ano, há quem ainda esqueça de usar preservativo na hora do sexo casual.

Se é o seu caso, saiba que agir rapidamente pode evitar complicações como HIV e gravidez indesejada. O primeiro passo é deixar qualquer tabu ou vergonha de lado e procurar ajuda.

Para combater infecções, busque, em uma unidade de saúde, o tratamento pós-exposição em até 72 horas —tempo que o vírus do HIV pode levar para ultrapassar a superfície dos genitais, vencer as defesas naturais do corpo e infectar a pessoa.

Medida disponível no SUS

É possível conseguir a PEP (profilaxia pós-exposição), uma medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras ISTs, que consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções, pelo SUS (Sistema Único de Saúde) Veja quais são as unidades que disponibilizam a PEP.

De acordo com Ivone de Paula, gerente da área de prevenção do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids, ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, é importante que a pessoa que está em dúvida tome os medicamentos antirretrovirais por 28 dias para evitar a sobrevivência e a multiplicação do vírus no organismo.

"Vale lembrar que a PEP não substitui o uso da camisinha e deve servir apenas como medida de emergência", aponta.

O tratamento é recomendado para todos que tiveram uma relação sexual com penetração sem camisinha —ou na qual a camisinha tenha estourado— com alguém que possua um vírus como o HIV ou alguém que não se sabe se vive ou não com o vírus, assim como para vítimas de violência sexual (sexo não consentido).

A técnica apenas não é indicada para quem já tem o vírus ou quando o contato com o vírus tenha ocorrido há mais de 72 horas.

E para evitar gravidez indesejada?

Após o sexo desprotegido, o contraceptivo de emergência —conhecido popularmente como pílula do dia seguinte— deve ser tomado o quanto antes. Apesar do nome, para conseguir a eficácia máxima é bom não esperar até o dia seguinte, pois ela perde o poder de ação com o passar do tempo.

"O indicado é usar até 12 horas após o ocorrido. É possível tomar até três dias depois, mas a eficácia pode ser reduzida para perto de 50%", explica Luísa Mendes, ginecologista do complexo hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo.

Assim como a PEP, o método deve ser usado apenas em situações emergenciais, já que, quando usado excessivamente ou de forma incorreta, pode não ser eficaz.

Para adquirir o medicamento, basta ir até uma farmácia —não é necessário receita médica. Existem remédios de dose única e de duas doses, uma 12 horas depois da outra. Ambos têm eficácia e funcionamento similar.

*Com informações de reportagens publicadas em 13/02/2018 e 20/07/2017.

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