Topo

Saúde

Sintomas, prevenção e tratamentos para uma vida melhor


Consumir bebidas açucaradas aumenta risco de doenças do coração, diz estudo

ablokhin/iStock
Imagem: ablokhin/iStock

Do VivaBem, em São Paulo

26/02/2020 19h51

Um estudo publicado pelo periódico American Heart Association mostrou que beber aproximadamente 350 ml de bebidas açucaradas mais de uma vez ao dia pode aumentar risco de doenças cardiovasculares. Além disso, foi observado aumento no nível de triglicerídeos. A pesquisa usou a medida americana "onças" para classificar a quantidade ideal de bebida.

"Há algum tempo, sabemos que bebidas açucaradas podem ter um efeito negativo no estado de saúde dos americanos, mas a suposição para muitos é que eles apenas contribuem para o ganho de peso", disse Eduardo Sanchez, um dos autores do estudo.

Segundo os autores, o trabalho científico reforça a compreensão do potencial impacto negativo que as bebidas açucaradas têm sobre o colesterol no sangue, aumentando o risco de doenças cardíacas. "É mais uma razão para todos nós reduzirmos os refrigerantes e outras bebidas açucaradas."

Como o estudo foi feito

  • Os pesquisadores analisaram dados médicos observacionais de até 5924 participantes, que foram acompanhados por cerca de 12 anos e meia, entre os anos de 1991 a 2014.
  • Para o estudo, os cientistas classificaram os tipos de bebidas em açucaradas, bebidas adoçadas com baixas calorias e bebidas aromatizadas.
  • Os participantes foram classificados em cinco grupos, de acordo com que bebiam os diferentes tipos de bebidas.
  • Ao analisar os resultados, os cientistas descobriram que quem consumia bebidas adoçadas com açúcar teve um aumento de 53% nas chances de ter triglicerídeos altos no organismo e 98% as chances de ter colesterol HDL (o "bom" colesterol) baixo, em comparação com aqueles que bebiam menos de uma porção por mês.

"Reduzir o número ou eliminar o consumo de bebidas açucaradas pode ser uma estratégia que pode ajudar as pessoas a manter seus triglicerídeos e colesterol HDL em níveis mais saudáveis", disse Nicola McKeown, finalizou um dos autores do estudo.