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Excesso de gases pode causar dores similares ao infarto; saiba como evitar

Seu acúmulo provoca inchaço e pode causar compressão de alguns órgãos. Na dúvida, procure um médico - iStock
Seu acúmulo provoca inchaço e pode causar compressão de alguns órgãos. Na dúvida, procure um médico Imagem: iStock

Cristiane Bomfim

da Agência Einstein

13/02/2020 12h32

Dores no peito e até falta de ar. Muitas vezes associados ao infarto, estes sintomas podem ser causados pelo excesso de gases no organismo. Resultado do processo de digestão dos alimentos — do momento em que levamos o alimento à boca até o último segmento do intestino —, seu acúmulo provoca inchaço e pode causar compressão de alguns órgãos. Essa compressão é sentida na forma de dor no peito e cólicas.

"Faz parte do dia a dia de pacientes hipertensos, diabéticos, obesos com antecedente pessoal ou diagnóstico de insuficiência coronariana ou com qualquer risco de ter um infarto se preocuparem com a possibilidade de terem um evento cardiovascular. E a dor no peito causada pelos gases pode ser confundida", explica Sérgio Araújo, médico gastroenterologista do Hospital Israelita Albert Einstein. Mas, em muitos casos pode ser somente excesso de gases. "Para descartar essa possibilidade é importante o acompanhamento médico", continua

Os gases estão presentes em alguns alimentos — como por exemplo os refrigerantes — e hábitos como fumar e mascar chicletes. Além disso, ao levarmos a comida até a boca, engolimos ar, que vai para o estômago e intestino. "Por último, dentro do nosso corpo eles são formados durante a fermentação dos alimentos por bactérias do intestino", afirma Araújo.

A fermentação ocorre para retirada das vitaminas e sais minerais dos alimentos. Leite e seus derivados (como queijos e iogurtes), verduras de folhas largas (couve e repolho, por exemplo) e carboidratos como o feijão fermentam mais durante o processo de digestão.

Como evitar o excesso de gases

A flatulência não é um tabu e o que comemos e a forma como fazemos isso estão diretamente relacionadas com a quantidade de gases que produzimos. Por isso, a recomendação do médico do Einstein para sua redução é estar sempre bem hidratado, comer pausadamente e em intervalos menores e praticar atividades físicas.

"Quando falamos de alimentos que levam à produção de gases, é importante identificá-los individualmente e reduzir seu consumo, ou simplesmente estar preparado para sentir algum desconforto", explica o médico do Einstein.

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