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As pessoas tendem a mentir para parecerem honestas, aponta estudo

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Imagem: GETTY IMAGES

Do VivaBem, em São Paulo

02/02/2020 12h28

A relação é um tanto quanto contraditória, mas, de acordo com uma nova pesquisa publicada pela American Psychological Association, as pessoas podem mentir para parecerem honestas se eventos que resultaram em seu favor parecerem bons demais para serem verdade.

O estudo encontrou resultados semelhantes sobre mentir para parecer honesto em uma série de experimentos conduzidos com advogados e estudantes universitários em Israel, assim como com participantes online nos Estados Unidos e no Reino Unido. A pesquisa foi publicada no periódico científico online Journal of Experimental Psychology: General.

Como o estudo foi feito

  • A análise feita em Israel inclui 115 advogados que foram instruídos a imaginar um cenário em que diriam a um cliente que um caso custaria entre 60 e 90 horas faturáveis.
  • O advogado estaria trabalhando em um escritório onde o cliente não saberia quantas horas foram realmente gastas no caso. Metade dos participantes afirmou ter trabalhado 60 horas no caso, enquanto a outra metade disse ter trabalhado 90 horas.
  • Depois, perguntaram-lhe quantas horas cobrariam do cliente. No grupo de 60 horas, os advogados relataram uma média de 62,5 horas, com 17% do grupo mentindo para aumentar suas horas.
  • Já no grupo de 90 horas, os advogados relataram uma média de 88 horas, com 18% do grupo mentindo para relatar menos horas do que realmente haviam trabalhado.
  • Quando perguntados sobre as horas cobradas, alguns advogados do grupo de 90 horas disseram estar preocupados com o fato de o cliente achar que ele foi enganado porque o número de horas faturáveis era muito alto.

Outros estudos mostram resultados similares

Em outro experimento, 149 estudantes de graduação de uma universidade israelense jogaram jogos online de rolagem de dados e lançamento de moedas em particular e depois relataram suas pontuações a um pesquisador. Os participantes receberam aproximadamente 15 centavos por cada lançamento de dados que relataram.

O programa de computador foi manipulado por metade dos alunos, para que recebessem notas perfeitas nos jogos, enquanto o outro grupo teve resultados aleatórios com base no acaso.

No grupo de pontuação perfeita, 24% disseram ter ganhado menos vezes do que seu real número de vitórias, mesmo que isso lhes custasse dinheiro, em comparação com 4% no grupo de resultados aleatórios.

"Alguns participantes superaram sua aversão à mentira e os custos monetários envolvidos apenas para parecer honestos com uma única pessoa que estava conduzindo o experimento", disse Shoham Choshen-Hillel, principal autora do estudo, ao site EurekAlert!.

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