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Ludmilla quer gravidez com seu óvulo no útero da esposa; entenda como

Procedimento do interesse de Ludmila e Brunna é muito comum entre casais homoafetivos femininos - Reprodução Instagram/@ludmilla
Procedimento do interesse de Ludmila e Brunna é muito comum entre casais homoafetivos femininos Imagem: Reprodução Instagram/@ludmilla

Giulia Granchi

Do VivaBem, em São Paulo

29/01/2020 16h22

Recém-casada com a bailarina Brunna Gonçalves, a cantora Ludmilla contou à Revista Marie Claire — sem datar o plano — que o casal tem o desejo de realizar uma gravidez conjunta, com o óvulo de uma fecundado no útero da outra.

O avanço da medicina reprodutiva permitiu que muitos casais com dificuldade de gestação pudessem ter filhos. Para casais homoafetivos femininos, a utilização da FIV (fertilização in vitro) é ainda mais especial: permite que ambas as mulheres tenham um papel importante na criação da nova vida.

"Quem vai doar os óvulos recebe um medicamento de uso subcutâneo para estimulá-los durante cerca de 10 dias. Após este primeiro procedimento, os óvulos são colhidos e o sêmen é injetado neles em laboratório. Quando já houver um embrião, ele é inserido no útero da parceira", indica Geraldo Caldeira ginecologista, obstetra e médico do Serviço de Reprodução Humana do Hospital e Maternidade Santa Joanae membro da SBRH (Sociedade Brasileira de Reprodução Humana).

De acordo com o especialista, para mulheres jovens, como é o caso da cantora, que tem 24 anos, as taxas de sucesso são altas, chegando a até 60%. "Ela diminui após a mulher ter por volta de 37 anos, porque os óvulos já estão mais velhos", indica. Para a parceira, que receberá o embrião, a idade não importa tanto, mas é necessário atentar-se para problemas de saúde que costumam aparecer com o passar dos anos, como pressão alta e diabetes.

Existe outra forma?

Outra opção seria a inseminação intrauterina, mas o procedimento não envolve as duas mulheres. "O casal deve escolher um sêmen proveniente de um banco de sêmen (o doador é anônimo) e o conteúdo é injetado no útero da mulher", esclarece a ginecologista Paula Marin, membro da ASRM (Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva).

A técnica, no entanto, oferece menos chance de sucesso, já que os espermatozoides precisam ter sucesso em entrar em um óvulo. "Na FIV, o ambiente é controlado e o embrião já está formado quando é inserido na mulher", aponta Paula Marin.

Quanto custam os procedimentos?

A inseminação intrauterina custa em torno de cinco mil reais.

Já a FIV, procedimento desejado por Ludmilla e sua esposa, varia de acordo com a localidade, médicos e medicamentos envolvidos. De acordo com a ginecologista, é possível encontrar lugares que cobrem a partir de 12 mil reais, mas execução do procedimento pode chegar até o dobro — 24 mil reais. A compra do sêmen, caso ocorra, custa em torno de quatro mil reais.

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