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Sintomas e tratamentos da doença


Ana Maria diz que está com câncer no pulmão; tumor é considerado agressivo

Ana Maria Braga e Louro José no Mais Você - Reprodução/Globoplay
Ana Maria Braga e Louro José no Mais Você Imagem: Reprodução/Globoplay

Danielle Sanches

Do VivaBem, em São Paulo

27/01/2020 12h13

A apresentadora Ana Maria Braga, de 70 anos, revelou que luta mais uma vez contra um câncer. Durante o programa Mais Você, ela contou que está novamente lutando contra um câncer no pulmão — doença que ela já havia combatido anteriormente. Ela já está em tratamento desde sexta-feira, dia 24, quando iniciou um ciclo de quimioterapia.

"Só recordando um pouquinho, eu tive dois pequenos cânceres de pulmão no ano passado e vocês me deram força. Um foi operado e o outro foi tratado com radiocirurgia. Agora, infelizmente eu fui diagnosticada com outro câncer de pulmão. É um adenocarcinoma, semelhante aos anteriores, mas que é mais agressivo e não é passível de cirurgia ou radioterapia", explicou.

Ana teve outros episódios de câncer. Em 2001, foi diagnosticada com câncer colorretal e foi tratada com quimioterapia. Os primeiros episódios de tumores no pulmão foram em 2015. Cerca de um ano depois, ela foi considerada curada

Entre todos os tumores malignos, o câncer de pulmão é um dos mais frequentes em todo o mundo, e também o mais letal: são 1,76 milhão de vítimas por ano, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde). O tabagismo é considerado a principal causa da doença: o hábito de fumar está envolvido em 90% dos casos diagnosticados.

Esse é o tipo de câncer mais frequente em homens e o quarto em mulheres no País — a exceção é o câncer de pele não melanoma, o mais comum em ambos os sexos. O risco maior está entre os indivíduos entre 55 e 74 anos.

Como ele surge?

O câncer se desenvolve a partir do crescimento desordenado de células, deflagrado por mutações no DNA das células. Às vezes essas mutações são herdadas, mas, na maioria dos casos, são adquiridas ao longo da vida. Os diferentes tipos de tumores podem surgir em diferentes células do órgão.

O câncer de pulmão é uma doença bastante heterogênea, ou seja, há vários subtipos e cada um deles tem características e prognósticos distintos.

O chamado carcinoma de células não pequenas (CNPC) é um dos mais frequentes e representa até 85% dos casos. Dentro dessa divisão, o subtipo adenocarcinoma, o mesmo de Ana Maria, representa 50% dos casos e costuma se manifestar com nódulos isolados na periferia dos pulmões, que se iniciam nas células dos alvéolos.

O adenocarcinoma pode acontecer entre fumantes e não fumantes, mas é mais comum no segundo grupo. Ele também é caracterizado por ter um crescimento lento.

Há ainda o carcinoma de células pequenas (CPC) e outros tipos mais raros, como linfomas e sarcomas.

Sintomas

Muitas vezes, os sintomas da doença se manifestam quando ela já está em estágio avançado. Os principais sintomas são:

  • Tosse (nos fumantes, o ritmo habitual é alterado e aparecem crises em horários incomuns);
  • Presença de sangue no escarro;
  • Dores no tórax (pioram ao tossir ou ao respirar fundo);
  • Falta de ar;
  • Rouquidão;
  • Pneumonias ou bronquites de repetição;
  • Perda de apetite ou de peso inexplicável;
  • Fadiga ou cansaço.
É importante ressaltar que todos os sintomas acima também podem ter outras causas, por isso é importante procurar o médico.

Diagnóstico

Muitas vezes, o problema é identificado em exames de rotina ou na investigação de outras doenças. Os principais exames que podem levar ao diagnóstico são a radiografia de tórax e a tomografia computadorizada ou PET-CT, que permite determinar o tumor e sua localização.

No entanto, o câncer só pode ser confirmado por biópsia, que geralmente é realizada por meio de uma broncoscopia (endoscopia respiratória) ou com agulha guiada por tomografia ou ultrassom, e analisada por patologista. Testes moleculares ainda podem identificar mutações genéticas e proteínas no tumor que auxiliam na escolha de terapias específicas.

Com a análise do tumor e os resultados dos exames, é feito o estadiamento. No caso do câncer de pulmão de não pequenas células utiliza-se o sistema com letras (T, de tumor, N de linfonodos e M de metástase) e números (de 0 a 4) para determinar a extensão da doença e, então, determinar o melhor tratamento.

Tratamento

A forma de tratar deve ser conversada e acordada com uma equipe multidisciplinar composta por oncologistas, radioterapeutas e cirurgião torácico. Eles irão decidir qual a abordagem mais adequada de acordo com fatores como o tipo de câncer de pulmão, o tamanho, a localização e a extensão dos tumores, bem como o estado geral de saúde do paciente. As terapias a seguir podem ser prescritas isoladamente ou em combinação:

Cirurgia: consiste na remoção das partes do pulmão afetadas e dos gânglios linfáticos envolvidos. Pode ser curativa nas situações em que o câncer de pulmão foi descoberto em fase inicial.

Radioterapia: aplicação de radiações ionizantes no local para destruir o tumor ou inibir seu crescimento. Pode ser usada antes da cirurgia, para reduzir o tumor, ou depois, para destruir células restantes, tratar metástases ou, ainda, como tratamento paliativo. Há várias modalidades diferentes de radioterapia. O tratamento é indolor e os efeitos colaterais mais frequentes são irritação na pele e fadiga.

Quimioterapia: uso de medicamentos que são sabidamente eficientes em combater as células cancerosas. Podem ser usados juntos ou em combinação, e têm ação sistêmica, ou seja, células saudáveis também são afetadas. É feita em ciclos, em geral depois da cirurgia, mas também pode ser indicada antes para reduzir o tamanho do tumor. Os efeitos colaterais incluem náuseas, vômitos, perda de cabelo e infecções, entre outros.

Terapia-alvo: uso de medicamentos ou outras substâncias que impedem o crescimento e disseminação do tumor, causando pouco dano às células saudáveis. Há terapias para diversos tipos de câncer de pulmão com perfis moleculares específicos. Os efeitos colaterais variam para cada terapia.

Imunoterapia: as células do câncer dispõem de mecanismos que confundem e freiam o sistema imunológico. Estudos do imunologista americano James P Allison e do japonês Tasuku Honjo (Nobel de Medicina 2018) proporcionaram, nos últimos anos, o desenvolvimento de medicamentos que permitem que o sistema imune reconheça as células do câncer para combatê-las de forma mais eficaz. Segundo os médicos, as substâncias apresentaram resultados eficazes e duradouros com perfil baixo de toxicidade. Os inibidores de DP-1 e o inibidor de PD-L1 são exemplos de imunoterapia usados no câncer de pulmão de não pequenas células. O alto custo das drogas, porém, é um fator que limita o acesso.

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