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Metástase pode estar ligada ao acúmulo de lipídios em células cancerígenas

Cientistas da Bélgica estudaram os mecanismos de metástase do câncer no corpo - University of Louvain
Cientistas da Bélgica estudaram os mecanismos de metástase do câncer no corpo Imagem: University of Louvain

Do VivaBem, em São Paulo

23/01/2020 14h10

Resumo da notícia

  • Pesquisadores da Bélgica descobriram um link entre o acúmulo de lipídeos em células cancerígenas e seu maior potencial de metástase
  • De acordo com o trabalho, um novo fator químico aumentaria esse acúmulo, favorecendo a sobrevivência dessas células no curso metastático
  • Os especialistas querem agora testar drogas contra a obesidade para combater o acúmulo de lipídeos para conter essas células mais invasivas

Pesquisadores do Institute of Experimental and Clinical Research da University of Louvain, na Bélgica, se aprofundaram sobre a ligação entre o armazenamento de lipídios dentro de células cancerígenas e sua capacidade de formar metástases pelo corpo. A pesquisa foi publicada na revista Nature Communications.

A teoria do grupo é de que essas células, que utilizam os lipídios armazenados em pequenas vesículas internas como fonte de energia, seriam mais invasivas se estiverem mais "carregadas" de gordura.

Os especialistas já sabiam que a acidose, uma característica comum dos ambientes onde o tumor cresce, está associada com alterações que favorecem a migração de células cancerígenas para outras partes do corpo.

A novidade é que os pesquisadores conseguiram identificar um fator, chamado de TGF-beta2, que é estimulado por essa acidose e que favorece o armazenamento de lipídios nas células cancerígenas em forma de "gotículas" ("droplets", em inglês).

De acordo com a pesquisa, quanto maior o acúmulo de lipídios, especialmente ácidos graxos, maiores as reservas de lipídios das células cancerígenas, aumentando, assim, sua capacidade de migrar no curso metastático.

Como o estudo foi feito?

  • Os pesquisadores utilizaram células cancerígenas cultivadas em laboratório para simular um ambiente com acidose;
  • a partir disso, foram utilizadas imagens feitas em um microscópio eletrônico para detectar o funcionamento das células nessas condições;
  • os cientistas também realizaram análises de RNA para entender como a adaptação das células ao ambiente da acidose poderia influenciar na seleção das células cancerígenas mais agressivas.

Por que isso é importante?

As descobertas do estudo podem abrir novas possibilidades para o tratamento da metástase de tumores cancerígenos, reduzindo as chances de que células potencialmente mais invasivas se espalhem pelo corpo.

Uma das possibilidades seria utilizar inibidores do TGF-beta2 e ainda combiná-los com ativos capazes de bloquear o transporte de ácidos graxos ou a formação de triglicérides. Para isso, seria possível pensar em utilizar novos medicamentos que atualmente estão sendo testados para obesidade, por exemplo.

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