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Sepse matou duas vezes mais do que o esperado em todo o mundo, diz estudo

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Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

17/01/2020 17h48

Resumo da notícia

  • Estudo inédito produziu estimativas de incidência e mortalidade da sepse no mundo
  • Houve 48,9 milhões de casos e 11 milhões de mortes pela doença em 2017. Os resultados são mais do que dobro dos números esperados
  • Os mais atingidos foram mulheres e crianças de países pobres

Pesquisa inédita produziu estimativas globais de incidência e mortalidade por sepse e descobriu que houve 48,9 milhões de casos e 11 milhões de mortes pela doença em 2017. Os resultados, publicados no periódico The Lancet na quinta-feira (17), são mais do que dobro dos números esperados.

A sepse, popularmente conhecida como infecção generalizada, é o resultado de uma reação exagerada do corpo a algum tipo de infecção provocada por vírus, bactéria ou fungo.

As causas comuns são abscessos dentários, infecções urinárias, apendicite, infecções de pele (causadas por machucados) e pneumonia —causa mais comum, já que o pulmão é uma área altamente vascularizada do corpo, o que facilita a bactéria (no caso, a pneumococo) a cair no sangue.

Quando o desequilíbrio não é corrigido, a sepse pode causar a incapacidade do sistema circulatório em fornecer fluxo sanguíneo adequado para atender às necessidades de oxigênio e nutrientes, que resulta na incapacidade em manter a pressão arterial e na diminuição na perfusão sanguínea para os órgãos vitais, causando disfunção única ou múltipla de órgãos e sistemas.

O diagnóstico rápido é extremamente importante para que os danos possam ser controlados e amenizados. Após a confirmação, indica-se o uso de antibiótico já dentro da primeira hora da definição do diagnóstico, além de soro para hidratação e normalização da pressão.

Doença ocorreu mais em países pobres

O presente estudo mostrou que a grande maioria dos casos de sepse (85%) em 2017 ocorreu em países de baixa ou média renda. O maior ônus foi encontrado na África Subsaariana, nas ilhas do Pacífico Sul perto da Austrália e no sul, leste e sudeste da Ásia. Além disso, a incidência foi maior entre mulheres e atinge o pico na primeira infância, com mais de 40% de todos os casos ocorrendo em crianças menores de cinco anos.

Em um comunicado divulgado à imprensa pela Universidade de Pittsburgh, a principal autora relata a convivência com a doença em países da África. "Eu trabalhei na zona rural de Uganda, e sepse é o que vimos todos os dias. Ver um bebê morrer de uma doença que poderia ter sido evitada com medidas básicas de saúde pública realmente fica com você", disse Kristina E. Rudd.

A autora afirma que quer contribuir para solucionar essa tragédia, e por isso participa de pesquisas sobre a doença. "No entanto, como podemos saber se estamos progredindo se nem sabemos o tamanho do problema? Se você olhar para os 10 principais lista de mortes globalmente, a sepse não está listada porque não foi contada".

No Brasil, a sepse atingiu Jesus Sangalo, irmão de Ivete Sangalo, Beth Carvalho, Wagner Montes e o ex-Dominó Ricardo Bueno - Getty Images
No Brasil, a sepse atingiu Jesus Sangalo, irmão de Ivete Sangalo, Beth Carvalho, Wagner Montes e o ex-Dominó Ricardo Bueno
Imagem: Getty Images

Como o estudo foi feito

  • Os pesquisadores analisaram as tendências anuais de incidência e mortalidade de sepse de 1990 a 2017 e, mesmo que assustadoras, as taxas encontradas estão melhores do que as de décadas atrás.
  • As estimativas encontradas (48,9 milhões de casos e 11 milhões de mortes em 2017) são mais do que o dobro dos números globais anteriores.
  • Os autores atribuem esse número à inclusão de mais dados de países de baixa e média renda, locais onde a incidência e mortalidade de sepse são consideravelmente mais altas e para os quais os dados estavam sub-representados anteriormente.
  • Além disso, a diferença entre essas estimativas atuais e as estimativas globais anteriores foi especialmente notável entre as crianças, de modo que mais da metade de todos os casos de sepse em todo o mundo em 2017 ocorreu entre crianças.
  • Os dados ainda mostraram que as causas mais comuns de mortes por sepse entre 1990 e 2017 foram infecções respiratórias provocadas por pneumonia ou bronquite.

Qual a solução?

Os autores pedem atenção urgente aos dados. "É uma infraestrutura básica de saúde pública. Vacinas, garantindo que todos tenham acesso a um banheiro e água potável, nutrição adequada para crianças e assistência à saúde materna abordaria muitos desses casos", diz Rudd.

Segundo ela, todos podem reduzir suas chances de desenvolver a sepse com vacinas contra a gripe e a pneumonia, quando apropriado. Além disso, ela pede um trabalho melhor na prevenção de infecções adquiridas em hospitais e doenças crônicas, como diabetes, que tornam as pessoas mais suscetíveis a infecções.

Por fim, ela aconselha pessoas que moram em países de alta renda e que desejam ajudar a reduzir as taxas de sepse em áreas de baixa renda a apoiar as pesquisas. Além disse, cobrar dos governos a importância de apoiar os esforços de prevenção e controle da sepse em comunidades de baixa renda.

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