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Nem toda mulher precisa repor cálcio no pós-menopausa: quando é preciso

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Imagem: iStock

Carolina Firmino

Colaboração para o VivaBem

14/01/2020 04h00

Resumo da notícia

  • Investir na suplementação de cálcio não é obrigatório, mas a fase da pós-menopausa requer atenção com a saúde dos ossos
  • Suplementos de cálcio podem ser indicados quando já há risco evidente de osteoporose
  • Manter bons índices de vitamina D no organismo pode ser ainda mais importante

Por mais que se fale muito sobre a pós-menopausa —período que começa após a última menstruação (a famosa menopausa) da mulher e pode ocorrer por volta dos 50 anos de idade — ainda existem dúvidas sobre os efeitos que essas mudanças hormonais causam no corpo e o que fazer para amenizá-los. O climatério não se anuncia de imediato, e é possível que seja percebido aos poucos, a partir de irregularidades no ciclo menstrual, alterações na libido, no humor, e com a chegada das famosas ondas de calor. Por isso, o diagnóstico só é definitivo depois que a mulher passa um ano sem menstruar.

Conforme a concentração de hormônios sexuais femininos diminui no corpo da mulher, mais mudanças acontecem, entre elas a perda de massa óssea. Ou seja, a produção de estrogênio desacelera e prejudica a estabilidade do esqueleto, o que pode afetar a curvatura da coluna e aumentar o risco de fraturas, o que caracteriza a osteoporose. Dessa forma, o cálcio se confirma como um dos nutrientes mais importantes do organismo. Ele está ligado à saúde de dentes e ossos, além de contribuir para o fortalecimento muscular, manutenção da pressão arterial e funcionamento adequado das células do corpo.

Reposição de cálcio

Afinal, quanto mais cálcio melhor? Não é bem assim. E isso explica por que nem toda mulher na pós-menopausa precisa investir na suplementação do mineral. Para isso, o médico deve avaliar, inicialmente, a qualidade óssea da paciente, fatores de risco que levem à perda de cálcio pelo osso e se a alimentação provém a quantidade diária ideal do nutriente, que, acima de 51 anos, é por volta de 1.200 mg/dia —um pouco menos para mulheres que realizam terapia hormonal. Se houver a necessidade de iniciar a reposição, a principal fonte de cálcio deve ser a alimentação.

Neste caso, um nutricionista pode indicar quais os melhores alimentos, a quantidade de porções e o que seria excesso. Isso porque doses excessivas de cálcio também oferecem riscos à saúde e podem ocasionar arritmias e cálculos renais. Para uma dieta balanceada, entre as opções de origem animal estão os iogurtes, leites, queijos e sardinha; as de origem vegetal incluem amêndoas, manjericão, grãos de soja, semente de linhaça, agrião, grão-de-bico e outras.

Vitamina D

A deficiência de vitamina D no organismo pode provocar aumento de doenças respiratórias, infecções, fraqueza muscular, diabetes e outros problemas. Ela está relacionada também à falta de cálcio nos ossos, que precisa da vitamina para conseguir absorver o mineral. Sua principal fonte de produção é a luz solar e a ausência ou baixa quantidade é um dos fatores que contribui para o surgimento da osteoporose.

Por outro lado, especialistas apontam que unir as duas suplementações reduz pouco o risco de fraturas e pode variar conforme grupos étnicos e culturais. Ainda assim, determinam que é essencial manter índices regulares de vitamina D no organismo e considerar os suplementos, se preciso.

Pós-menopausa

O termo começou a ser utilizado há pouco tempo com o objetivo de demarcar melhor as fases que vive a mulher. Entende-se que a pós-menopausa se inicia depois da última menstruação e dura até o final da vida, período em que os riscos de osteoporose aumentam. No entanto, isso não elimina a necessidade de avaliar se a suplementação de cálcio ou vitamina D deve ser introduzida. Na alimentação em geral, independentemente de ser antes, durante ou depois da menopausa, o importante é evitar o excesso de açúcares, sal e gordura, e priorizar a ingestão de fibras na forma de vegetais como frutas, folhas e legumes.

Fontes: Daniel Caraça, ginecologista do Hospital Albert Einstein; Daniel Magnoni, nutrólogo do Hcor; Eduardo Motta, ginecologista do Hospital Sírio-Libanês; e Sérgio Podgaec, ginecologista e vice-presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.

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