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O que é a infecção da glândula parótida, que acomete marido de Ana Hickmann

Ana Hickmann e Alexandre Correa - Reprodução/Instagram
Ana Hickmann e Alexandre Correa Imagem: Reprodução/Instagram

Gabriela Ingrid

Do VivaBem, em São Paulo

03/01/2020 16h56

Resumo da notícia

  • A parótida é uma das três maiores glândulas responsáveis pela produção de saliva
  • Além de infecções por vírus e bactérias, ela pode sofrer alterações obstrutivas ou até ser alvo de neoplasias malignas
  • O tratamento varia de acordo com a causa, mas no caso de infecções, antibióticos podem ajudar

Alexandre Correa, marido da apresentadora Ana Hickmann, está internado desde quarta-feira (1) para tratar uma infecção na glândula parótida. Em seu perfil no Instagram, o empresário contou que foi descartada a hipótese de o edema em sua garganta ser câncer, mas que segue no hospital para mais exames.

A parótida é uma glândula salival de grande volume. Junto com ela, outras duas glândulas fazem essa produção em larga escala: a submandibular, localizada logo abaixo do queixo, e a sublingual, abaixo da língua. Além delas, existem outras glândulas menores espalhadas pela cavidade bucal e nasal.

Alguns problemas podem causar a inflamação dessas glândulas e consequentemente provocar inchaço local, como ocorreu com Correa. Veja abaixo alguns deles:

Alterações inflamatórias e infecciosas

O marido de Ana Hickmann disse que seu problema é uma infecção e, portanto, se encaixa nessa categoria. Ele pode ser causado por bactérias ou vírus que se alojam nos ductos da saliva. A transmissão se faz por gotículas de saliva durante a fala, espirro, tosse ou pelo contato direto boca a boca.

Se o infectado estiver com o sistema imunológico debilitado, ter feito alguma cirurgia recentemente ou for diabético, o contágio é facilitado. Além do inchaço das glândulas, o indivíduo infectado ainda pode ter febre e mal-estar. O diagnóstico é clínico e o tratamento varia de acordo com a causa (antibiótico se for bactéria e tratamento de suporte, com anti-inflamatórios e analgésico, no caso de vírus).

Uma dessas infecções é bastante conhecida: a caxumba. Provocada por um vírus da família dos Paramyxovirus, ela atinge principalmente a parótida, mas sua incidência diminuiu nos últimos anos, devido ao programa de vacinação.

Alterações obstrutivas

Neste caso, uma obstrução ou trauma no ducto salivar provoca uma lesão nas glândulas e uma secreção glandular no interior dos tecidos. Uma cirurgia para remoção do muco e da glândula é indicada como tratamento.

Outro problema incluído nessa categoria é o cálculo salivar, ou melhor, uma formação de estrutura mineralizada no interior dos ductos salivares ou na própria glândula. É comum o cálculo ser expelido espontaneamente pela pressão que a saliva retida exerce, deslocando-o, desobstruindo o ducto, diminuindo a dor e o volume desta estrutura.

Tumores das glândulas salivares

Correa já descartou a possibilidade de câncer, mas ele responde por cerca de 5% a 7% dos cânceres de cabeça e pescoço, com estimativa no Brasil de 1 a 2 casos para cada 100.000 habitantes.

Exames de imagem, como ressonância e ultrassonografia, são mais comuns para fazer o diagnóstico. Geralmente, o tratamento é cirúrgico, mas quando o tumor acomete a glândula parótida, o procedimento é mais complicado. Isso porque o nervo facial, que controla os movimentos do rosto, passa pelo meio da glândula.

Esse inclusive é um dos motivos para que, seja qual for o problema que esteja causando a inflamação da glândula, o tratamento seja feito corretamente. Afinal, em casos muito raros e graves, o problema pode comprometer o nervo e causar paralisia facial.

Fonte: Fausto Nakandakari, otorrinolaringologista do Hospital Sírio-Libanês.

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