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Pensando em engravidar, Simone muda dieta; como peso interfere nisso

Cantora diz que estava ficando obesa e precisou mudar hábitos para iniciar segunda gestação  - MANUELA SCARPA/BRAZIL NEWS
Cantora diz que estava ficando obesa e precisou mudar hábitos para iniciar segunda gestação Imagem: MANUELA SCARPA/BRAZIL NEWS

Priscila Carvalho

Do VivaBem, em São Paulo

19/12/2019 18h32

A cantora Simone, da dupla com Simaria, revelou ao UOL nesta quinta-feira (19) que deseja engravidar mais uma vez. No entanto, para a segunda gestação ocorrer, a artista terá que perder peso.

Após uma crise de choro no Instagram, em que revelou ter dificuldades para emagrecer, a sertaneja procurou ajuda médica para realizar seu sonho.

"Tinha algumas taxas alteradas. Para que eu engravide com saúde, tive que procurar ajuda médica. Estou fazendo tratamento com um médico que é ginecologista e obstetra. Ele está acompanhando todos meus exames", disse.

"Estava com 70 kg. E isso para uma menininha de 1,52 m é muita coisa. Estava ficando obesa. As fotos enganam, porque sempre tive o rosto e os braços fininhos. Dava para enganar muito bem. Era fofinha, mas você não enxergava de cara o excesso de peso". Simone disse ainda que começou a consumir vitamina D e dormir melhor.

Invista em mudanças no cardápio

A cantora afirmou que se alimentava de forma inadequada e que tinha dificuldades para ir ao banheiro. Por causa disso, ela precisou fazer mudanças no cardápio e evitar alimentos que inflamavam a flora intestinal.

Consumir alimentos naturais e saudáveis previne a carência de vitaminas, essenciais para a boa saúde da mãe e do futuro bebê. Muitas vezes as mulheres precisam suplementar o ácido fólico (vitamina B9) antes de engravidar. Por isso investir numa alimentação saudável e consumir esses tipos de nutrientes é fundamental para garantir um bom desenvolvimento gestacional.

Esteja no peso ideal quando engravidar

De acordo com especialistas, engravidar estando no peso ideal é o mais aconselhado para mulheres que desejam ter uma gestação bem-sucedida. Quem está em sobrepeso e perde 10% do seu peso tem mais chances de conceber, além de os riscos de hipertensão e obesidade serem afastados.

Outro problema em estar acima do peso é desenvolver a resistência à insulina. Além de poder causar diabetes tipo 2, a condição afeta a produção de hormônios e prejudica a ovulação.

Pratique atividade física antes e durante a gestação

Os especialistas são unânimes sobre os efeitos benéficos da atividade física em mulheres que desejam engravidar. Os exercícios também contribuem para quem deseja ter um parto normal. Os exercícios melhoram tudo.

Favorecem a manutenção do peso adequado, a saúde do sistema cardiovascular, os desequilíbrios metabólicos e endocrinológicos —como a resistência à insulina, quadro que diminui a fertilidade e está relacionado com situações de abortamento", explica Alessandro Scapinelli*, ginecologista membro da SOGESP (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo.

De forma geral, a prática regular de exercícios físicos durante a gestação reduz a intensidade das dores por atuar na manutenção do condicionamento físico, melhorar a flexibilidade e reduzir o ganho de peso na gestação.

Vale lembrar que a mulher grávida com estilo de vida sedentário deve começar em níveis baixos de intensidade e avançar de forma gradual. Entretanto, conforme a gravidez progrida, a mulher tende naturalmente a diminuir o nível de atividade física. Se você não realiza exercícios, não inicie a prática quando descobrir a que está grávida. Já para praticantes, é necessário liberação médica e acompanhamento profissional.

Tenha níveis adequados de vitamina D

Vários estudos observacionais sugeriram uma associação entre o baixo nível de vitamina D materno e possíveis efeitos na gravidez. "Em uma análise de 31 estudos, concentrações insuficientes de vitamina D foram associadas a um maior risco de diabetes gestacional, pré-eclâmpsia e bebês pequenos para a idade gestacional", diz Renato Zilli*, endocrinologista do Hospital Sírio Libanês. O médico conta que a suplementação é um caminho para corrigir a deficiência: o nível deve ser de pelo menos 20 ng/mL.

*Fontes consultadas em matéria publicada em 28/06/2018.

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