PUBLICIDADE

Topo

Corrida

Seis benefícios de correr em trilha e cuidados que você deve tomar

Corre em trilhas queima mais calorias do que no asfalto - iStock
Corre em trilhas queima mais calorias do que no asfalto Imagem: iStock

Fausto Fagioli

Colaboração para o VivaBem

17/12/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Correr em trilhas queima mais calorias e trabalha mais músculos do que no asfalto
  • O contato com a natureza reduz a ansiedade e garante bem-estar e saúde
  • Ao praticar a modalidade é importante usar roupas específicas e sempre levar sua hidratação
  • Quando for correr sozinho em uma trilha, avise amigos e familiares sobre sua localização e a que horas pretende voltar

Fim de ano é sempre uma boa oportunidade para tirar os treinos da rotina e praticar novos exercícios. E uma modalidade que combina muito bem com esse período de férias e viagens é a corrida em trilhas.

Apesar de levar o nome "corrida", a atividade exige capacidades e traz alguns benefícios diferentes da realizada no asfalto. A seguir, apresentamos vantagens do exercício e também damos algumas dicas para você praticá-lo com segurança. As informações foram reunidas com a ajuda de José Caputo, atleta e diretor da assessoria especializada em corrida de montanha Núcleo Aventura; e Álvaro Lima, profissional de educação física especialista no treinamento para corridas de montanha (trail run).

Maior gasto calórico

Segundo o American College of Sports Medicine, em uma hora de corrida na trilha são gastas de 700 e 1.300 calorias (varia conforme peso, ritmo e percurso). Já no asfalto, no mesmo período você que de 500 a 900 calorias. No meio do mato, as constantes subidas, mudanças de direção e maior recrutamento muscular para se movimentar e manter a estabilidade do corpo em um terreno macio e irregular estão entre as principais razões para a modalidade proporcionar um gasto muito maior de energia.

Mais músculos trabalhados

Grama, terra, lama, pedras, galhos, subidas, descidas, buracos... Correr em um percurso assim vai exigir muito mais da sua musculatura (em comparação ao asfalto), sobretudo das pernas e do core, região formada pelo abdome, pela lombar e pelo quadril. Os "obstáculos" encontrados na trilha ainda ajudam a turbinar o equilíbrio e a coordenação motora.

Menos impacto

Em comparação com o asfalto, correr em um terreno macio (grama ou terra) gera menor impacto nas articulações que mais sofrem durante a prática desse esporte, como os joelhos, quadril, coluna e tornozelos.

Ar puro e saúde turbinada

Na trilha seus pulmões não estão sujeitos a toda a poluição de um treino na cidade. Além disso, o simples contato com a natureza é benéfico ao organismo. Uma análise de estudos, feita com base em relatórios de estatísticas do governo do Reino Unido com mais de 19 mil pessoas, descobriu que 120 minutos por semana em contato com a natureza está diretamente associado à melhora da saúde e do bem-estar. As pessoas que passaram esse tempo (ou mais) em ambientes naturais apresentaram resultados maiores de qualidade de vida com relação aos que tinham um contato menor.

Xô, ansiedade

Pesquisadores da Universidade Stanford (EUA) investigaram o impacto de atividades físicas na natureza na ansiedade e nas "ruminações" mentais. Dois grupos foram analisados, os que se exercitaram em um ambiente urbano e os que treinaram na natureza. O resultado do estudo mostrou que o segundo grupo, além de relatar menos "ruminação", teve atividade neural diminuída no córtex pré-frontal. "Parece que há algo sobre a atividade física em um ambiente natural, que diminui a ansiedade e outros pensamentos negativos", diz Greg Bratman, autor do estudo.

Confiança elevada

Tamiris Monteiro, atleta de corrida de montanha e jornalista, acredita que um dos grandes benefícios da modalidade é o aumento da autoconfiança. "Como o trail run exige bastante autossuficiência, você passa a entender seu poder para fazer coisas que vão além do esporte. O pensamento é mais ou menos assim: 'Se eu consigo fazer uma prova em que fico horas na mata ou na montanha, por vezes sozinho, contanto com apenas com meu alimento, então consigo fazer qualquer coisa!".

Corrida em trilhas, montanha, trail run - iStock - iStock
Procure sempre correr acompanhado. Assim, alguém pode buscar ajuda caso um imprevisto aconteça
Imagem: iStock

Cuidados ao correr na trilha

Correr no meio do mato exige uma atenção maior principalmente com a hidratação, alimentação e equipamentos.

Use um tênis apropriado De acordo com Caputo, se você for fazer só alguns treinos esporádicos para experimentar a modalidade nas trilhas, pode até usar o tênis de corrida que sempre utiliza —desde que tome cuidado, pois ele não vai garantir tanta aderência quanto um calçado específico.

Agora, se o esporte entrar de vez na sua rotina, vale investir em um calçado apropriado, com solado com ranhuras que darão aderência e estabilidade; e um cabedal (parte de cima do tênis) reforçado, para evitar que galhos ou pedras machuquem seus pés.

Invista nas roupas certas Vestir camiseta de manga longa (de tecido próprio para a corrida), meias compridas e calça legging reduz o risco de você se arranhar em um galho de árvore ou em plantas cortantes. Óculos também são um acessório importante para proteger seus olhos de insetos, poeira etc.

Garanta sua hidratação Levar sua água é sempre importante quando sair para correr em trilhas (muitas vezes, até em provas isso é necessário). Você pode usar uma mochila ou cinto de hidratação —ou até mesmo levar uma garrafinha de água na mão, se não for um praticante regular de corrida de montanha e não quiser investir em acessórios.

Avise seus familiares Se possível, vá sempre correr acompanhado —assim, se você torcer o pé ou cair e se machucar, por exemplo, terá alguém para ajudá-lo ou para buscar socorro. Caso sua única opção seja treinar sozinho, diga a seus familiares e amigos exatamente em que lugar está indo se exercitar e a que horas pretende retornar. Lembre-se que nem sempre o celular funciona em trilhas e as pessoas precisam ter uma ideia da sua localização para pedir ajuda caso algum imprevisto aconteça.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que foi informado, José Caputo não é profissional de educação física. A informação já foi corrigida no texto.

Corrida