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Veja os nutrientes de 12 frutas exóticas e se vale a pena experimentar

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Samantha Cerquetani

Colaboração para o VivaBem

17/12/2019 04h00

Resumo da notícia

  • As frutas exóticas não são facilmente encontradas nos supermercados, mas são bastante nutritivas e possuem uma aparência diferente
  • Por serem mais raras, os preços das frutas exóticas podem ser mais altos
  • Consumir as frutas exóticas é uma forma de variar o cardápio e também de encontrar novos sabores
  • Pitaia, physalis, kino, sapoti, buriti e pitomba são algumas das frutas com uma aparência peculiar e que se destacam pelos sabores diferenciados

Com sabores peculiares, as frutas que são consideradas exóticas não são facilmente encontradas nos supermercados, mas esbanjam nutrientes e apresentam, na maioria das vezes, formatos, cores, texturas e sabores bastante diferentes.

Lembrando que as frutas exóticas podem ser consideradas aquelas que não são originárias do Brasil e também as que são nativas daqui, mas possuem uma aparência excêntrica. Por isso, elas costumam causar estranheza às pessoas que moram em um local onde elas não são cultivadas.

Apesar de serem mais difíceis de encontrar, atualmente as frutas exóticas ganham cada vez mais espaço nos grandes centros urbanos. No entanto, por serem mais raras e, muitas vezes, cultivadas em locais distantes, os preços podem ser mais altos do que as frutas comuns.
Na maioria das vezes, os nutrientes que encontramos nessas frutas são semelhantes aos das frutas mais conhecidas. Porém, como a quantidade recomendada é de no mínimo três porções de frutas ao dia, consumir as exóticas ajuda a variar o cardápio e também a encontrar novos sabores.

A seguir, confira algumas frutas exóticas que dão água na boca e são repletas de benefícios para a saúde.

1. Pitaia

pitaia frutas exóticas - iStock - iStock
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Conhecida também como "fruta-dragão", a pitaia é uma fruta tropical originária do México e de países da América Central e pertence à família dos cactos. O termo pitaia significa "fruta escamosa". A polpa costuma ser doce, gelatinosa e salpicada de sementes.

A pitaia contém vitamina A e C, além de fibras, zinco, cálcio e ferro, e compostos bioativos com ação antioxidante que ajudam a combater os radicais livres do organismo.

O consumo frequente da fruta ajuda a proteger o estômago, a manter a saciedade, a melhorar as inflamações e ela também atua como laxante leve, por possuir fibras solúveis. É uma fruta pouco calórica —100 g contêm cerca de 50 calorias. Por isso, o alimento é um importante aliado na perda de peso.

A melhor forma de se consumir a fruta é em in natura, cortada em cubos, em salada de frutas ou coquetéis. Também pode ser misturada a grãos como amaranto ou quinoa. Porém, não se deve consumir a casca da fruta, que pode ser tóxica.

2. Physalis

physalis frutas exóticas - iStock - iStock
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A fruta se destaca pelo nome complicado e pela aparência: é bem pequena e fica dentro de um casulo feito de folha fina e em formato de cálice. Ela pertence à família das solanáceas, que é a mesma do tomate, da berinjela e da batata.

É uma fruta nativa do Brasil, da região da Amazônia e conhecida por diversos nomes como camapum, mulaca, joá e joá-de-capote e até golden berry. Ela possui vitamina A, C e B, além de compostos bioativos com ação antioxidante, anti-inflamatória e fósforo.
Entre os benefícios da fruta, destacam-se atuar como relaxante muscular, diurético, laxante, ajudar no controle glicêmico e do colesterol e fortalecer o sistema imune. Por possuir vitamina K, também contribui com a saúde óssea.

O sabor da physalis é refrescante, cítrico e, ao mesmo tempo, adocicado. Por isso, ela é utilizada no preparo de molhos picantes, sucos, saladas, geleias e preparações salgadas. A única contraindicação é não comer a fruta verde, por causa de uma substância tóxica chamada solanina, que pode causar cólicas e diarreias.

Seu sabor mais azedinho dá refrescância e combina muito com estações mais quentes, como primavera e verão. Pela sua bela aparência, a fruta é muito usada na guarnição de bolos, tortas e doces delicados.

3. Kino

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Provavelmente, você nunca ouviu falar da fruta kino. Ela faz parte da família do maxixe, do melão e do pepino. Possui uma coloração vibrante e sua aparência é bem similar a um pequeno melão com espinhos, com uma polpa gelatinosa. Lembra o maracujá ou a romã quando aberta.

A fruta apresenta teores elevados de fibras, proteínas, vitaminas A e C, além de potássio, ferro, magnésio e cálcio. Possui diversos compostos bioativos e funcionais e por isso fortalece o sistema imune e o digestivo, contribuindo para o reequilíbrio da microbiota intestinal e aumentando a saciedade.

Suas sementes são ricas em gorduras do tipo ômega 9, o que melhora a sensibilidade à insulina e pode prevenir alguns tipos de demências, além de ajudar na ansiedade e regular o metabolismo cardiovascular.

Sua polpa amarelo-esverdeado é gelatinosa e a fruta pode ser utilizada ao natural ou na forma de suco, geleias e mousses.

4. Cupuaçu

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O cupuaçu é um fruto obtido de uma árvore da Amazônia conhecida como cupuaçuzeiro, cupuaçueiro ou cupu e é da mesma família do cacau. Pode ser encontrado com mais frequência no Amazonas, Pará e Amapá. Mas, atualmente, a fruta está presente em diversas partes do Brasil e do mundo.

O alimento é grande e pesado (geralmente pesa mais de um quilo) apresenta forma esférica, com casca dura, lisa e cor marrom. As sementes do cupuaçu ficam envolvidas em uma polpa branca.

O sabor da polpa varia do doce ao azedo, possui poucas calorias e é uma fruta nutritiva por possuir fibras, carboidratos, antioxidantes, vitamina C e do complexo B além de minerais. Pode ser benéfica para a saúde dos ossos, aumentar a imunidade, diminuir as inflamações do organismo e proporcionar saciedade.

A polpa é utilizada no preparo de sorvetes, sucos, geleias, doces, mousses, bombons, biscoitos e iogurtes. As sementes, depois de secas, são utilizadas na fabricação de um tipo alimento semelhante ao chocolate branco, conhecido como "cupulate".

5. Sapoti

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O sapoti é uma fruta muito saborosa, proveniente da Região da América Central e é comestível quando está bem madura. No Brasil, é encontrada em locais com o clima mais tropical, como Pernambuco e Paraíba. O sabor é semelhante ao caqui e possui formato oval, com casca marrom e áspera.

O fruto possui vitaminas A, C e do complexo B, além de ferro, fósforo e cálcio. Tanto a vitamina A quanto a C têm propriedades antioxidantes que colaboram na prevenção alguns tipos de cânceres e o envelhecimento precoce. Também é rica em fibras e minerais, como ferro, cobre, magnésio e potássio.

Devido aos seus nutrientes, o sapoti ajuda a prevenir a constipação intestinal, evita a degeneração macular e melhora o sistema imune, além de proporcionar saciedade. A melhor forma de consumo é in natura, mas também pode ser ingrediente de diversas receitas como doces ou compotas.

6. Fruta-pão

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A fruta-pão tem origem asiática e é da mesma família da jaca. Recebeu esse nome devido a sua textura ser semelhante a um pão cozido. A fruta contém vitaminas e minerais, proteínas, potássio, fibras, magnésio. É rica em carboidratos em forma de amido e também fornece boas quantidades de vitamina A, C, antioxidantes e luteína.

Seu consumo promove saciedade, ajuda a regularizar o diabetes e o excesso de colesterol e triglicérides sanguíneos. Devido aos antioxidantes, a fruta-pão faz bem para o coração, diminui infecções e inflamações. A luteína é um antioxidante que ajuda na saúde dos olhos.

Pode ser usada in natura, frita, assada, cozida ou como farinha. A polpa madura, pelo alto teor de amido, pode ser usada para o preparo de doces, substituindo o amido de milho ou a farinha de trigo.

7. Cherimoia

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A cherimoia teve origem nos Andes Peruanos e nas montanhas do Equador. No Brasil, a fruta é pouco cultivada, tendo como característica ser grande, podendo pesar entre 300 a 600 g. Ela é a mesma família da pinha, atemóia e graviola e possui propriedades nutricionais semelhantes.

Assim como a atemóia, sua cor é verde e possui uma superfície com aspecto liso e bronzeado. Sua polpa é carnuda, branca e saborosa, variando entre levemente ácida e doce. Seu sabor pode ser comparado ao de um cruzamento entre uma banana e um abacaxi. Em 100 g da fruta há cerca de 75 calorias.

A fruta possui vitaminas C, A e do complexo B, potássio, fósforo, cálcio, ferro, além de fibras e compostos bioativos. Por isso, traz benefícios para a saúde da pele e dos olhos, aumenta a produção de colágeno natural e melhora o sistema imune. Além disso, protege o coração, pois contém potássio, o que controla a pressão arterial, favorece a função cognitiva, diminui o cansaço e melhora o ânimo.

8. Cambuci

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A fruta é típica da Mata Atlântica e é parente da goiaba e da pitanga. Seu nome é de origem indígena e indica o seu formato de pote de cerâmica. É um alimento que possui antioxidantes e vitamina C. Também é fonte de betacaroteno e magnésio, sódio, potássio, fósforo, cálcio e fibras. Possui uma grande concentração de vitamina A, B1, B2 e B3 e selênio.

Esses nutrientes contribuem para o controle de diabetes, prevenção de bronquites e tosses, reduz o risco de degeneração macular (protegendo a visão) e de hipertensão arterial. Além de melhorar o sistema imune e prevenir o envelhecimento precoce.

O sabor é ácido, por isso, não é tão comum consumir a fruta in natura. Mas, o cambuci pode ser utilizado no preparo de sucos, geleias, mousses e sorvetes.

9. Buriti

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Fruta típica da Amazônia, o buriti está coberto de escamas avermelhadas, que devem ser descascadas para chegar até a polpa. A polpa é saborosa, possui coloração alaranjada e um caroço, que é a semente da espécie.

A fruta possui vitamina A, C, B3 e B2, cálcio, fósforo, ferro e zinco. Seu óleo é rico em ácidos graxos monoinsaturados. Por isso, é fonte de antioxidantes, que auxiliam na prevenção do envelhecimento da pele e na redução do risco de doenças cardiovasculares. Além disso, atua no fortalecimento do sistema imune e ajuda a proteger a degeneração macular e a catarata.
É uma fruta bastante usada na indústria cosmética --é possível extrair um óleo do buriti que é usado em cremes e hidratantes. Com a polpa podem ser preparadas geleias, cremes, doces, sorvetes, picolés e sucos.

10. Pitomba

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A pitomba é uma fruta da região da Amazônia e da Mata Atlântica que também é conhecida como olho de boi, pitomba da mata e pitomba de macaco. A polpa da pitomba fica protegida por uma casca dura e quebradiça de cor marrom. Sua polpa é esbranquiçada, bem suculenta, levemente ácida e doce, de sabor bem agradável.

Possui cerca de 30 calorias por unidade, grande concentração de vitamina C, A, ferro, cálcio e com ação antioxidante, ajudando a combater os radicais livres. Com isso, previne o envelhecimento precoce da pele e fortalece o sistema imunológico. Também é benéfica na proteção do sistema vascular. Como possui ferro, colabora na formação da hemoglobina e ajuda quem tem anemia.
As pitombas são geralmente consumidas in natura, mas com ela também é possível preparar conservas, sucos, sobremesas, licores e a fruta pode até mesmo até ser ingrediente de uma caipirinha.

11. Maná

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É uma fruta brasileira, da Amazônia, que pode ser encontrada nas cores vermelha, laranja ou amarela. A maná contém uma pele fina e resistente sendo revestida com uma penugem parecida com o pêssego. Possui um sabor suave semelhante ao tomate, mas um pouco mais ácida.

Contém cálcio, ferro, fósforo e vitaminas B e C. Seu consumo ajuda no funcionamento do sistema nervoso e no bom desempenho das funções cerebrais, além de promover benefícios para a pele, auxiliar na redução da taxa de colesterol, das triglicérides e dos níveis de glicemia no sangue. Também é rica em fibras, proteínas e sais minerais.

Pode ser consumida in natura ou nas formas de sucos, doces e geleias. Também pode acompanhar receitas com carne, frango e peixes.

12. Rambutão

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A fruta é de origem tailandesa e também é conhecida como rambutan, possui uma casca avermelhada com "cabelos". A polpa amarelada e suculenta possui um sabor adocicado levemente ácido.

Pode ser consumida fresca ou na forma de doces, geleias e polpas. Porém, é importante retirar as sementes, pois elas podem ser tóxicas.

É uma fruta pobre em calorias (apenas 47 em cada 100 gramas), rica em carboidratos e proteínas, além de cálcio, fósforo, ferro, manganês, ácido fólico, vitaminas A, C e fibras.

Atua como estimulante do sistema digestivo, diminui edemas, fortalece o sistema imune, atua na absorção de outros minerais, como o ferro, evita a má formação fetal e doenças cardíacas. Também tem efeito laxativo, combate os fungos, diminui os níveis de colesterol ruim e triglicerídeos sanguíneos e fortalece os ossos.

Fontes: Gabriel Vicente Bitencourt de Almeida, engenheiro agrônomo do Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) e vice-presidente da SBF (Sociedade Brasileira de Fruticultura); Marcela Voris, nutróloga e coordenadora da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia); Gisele Pontaroli Raymundo, professora do curso de Nutrição da PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná); Brigitte Olichon, nutricionista e naturopata, professora da FMP/Fase (Faculdade de Medicina de Petrópolis); Karyne Jordão, nutricionista e docente do Centro Universitário de Jaguariúna; e Fábio Bicalho, nutricionista clínico e funcional.