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Sem Frescura: por que algumas pessoas têm o sovaco mais fedido que outras?

Gabriela Ingrid

Do VivaBem, em São Paulo

18/11/2019 04h00

Você pode ver esse programa com legendas no Youtube de VivaBem.

Todo mundo sabe o que acontece quando suamos demais: ganhamos um par de pizzas embaixo do braço e o desodorante vence, não é mesmo? Sim, estamos falando do cecê, aquele cheiro péssimo que é a dica para você não levantar o braço até tomar um banho.

Mas você sabia que esse cheiro pode variar de pessoa para pessoa, tanto em intensidade quanto no odor em si? A causa do cecê não é simplesmente o suor acumulado debaixo das axilas, mas sim a mistura entre restos de pele, sais e água que acaba sendo ambiente bem maneiro para a proliferação de bactérias e fungos.

A questão é que, além da higiene em si, fatores como genética, alterações hormonais e até mesmo alimentação influem no tipo e na intensidade do odor. Se você come muita cebola, alho, pimentas ou curry, por exemplo, é bem provável que tenha a axila mais fedida.

Doenças como diabetes também influenciam essa questão, assim como a presença de pelos. Isso porque os cabelinhos dificultam a limpeza e podem acumular a queratina proveniente das células mortas. O resultado disso é uma presença mais constante de bactérias no local.

A boa notícia é que, na maioria dos casos, tomar um bom banho, secar bem a região e usar desodorantes é suficiente para evitar problemas

Aliás, por falar em desodorantes, os especialistas se dividem: há quem recomende os antitranspirantes, bem como os que ressaltam que o uso excessivo desses produtos pode atrapalhar o processo de transpiração da pele e causar irritação local.

O problema é que, mesmo seguindo todos esses passos, algumas pessoas continuam com o cheiro, mesmo após tomar banho. Isso pode ser consequência da bromidrose, uma doença que nada mais é do que o desequilíbrio da flora bacteriana das axilas. Neste caso, as bactérias permanecem no local e o banho simplesmente não consegue removê-las.

A solução pode variar, mas vai desde o uso de sabonetes bactericidas e antibióticos tópicos até mesmo cirurgias. Se isso acontece com você, não pense duas vezes: marque uma consulta com um dermatologista.

As informações do vídeo foram reunidas com a ajuda de Andressa Sato, dermatologista do Fleury Medicina e Saúde; Ana Célia Xavier, Dermatologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo; Camila Hoffmann, dermatologista da Unidade Vergueiro do Hospital Alemão Oswaldo Cruz; Elimar Gomes, coordenador do grupo de dermatologia do Centro Oncológico da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

O roteiro é de Rodrigo Lara.

Acompanhe as informações do Sem Frescura toda segunda-feira, porque dá para ser saudável sem frescura.

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