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Tatuagem para camuflar estrias e olheiras funciona? Quais são os riscos?

A tatuagem pode aumentar a autoestima de quem se incomoda com estrias, mas também mudar de cor com o tempo e destacar as marcas na pele  - Divulgação/Fernanda Jaffre
A tatuagem pode aumentar a autoestima de quem se incomoda com estrias, mas também mudar de cor com o tempo e destacar as marcas na pele Imagem: Divulgação/Fernanda Jaffre

Giulia Granchi

Do VivaBem, em São Paulo

13/11/2019 04h00

Até quem não tem estrias ou não se importa com marquinhas no corpo fica impressionado com o resultado da camuflagem feita por meio de tatuagem. O método, cada vez mais moderno, consegue esconder sinais nas coxas, glúteos, seios, barriga, cicatrizes e até olheiras.

Mas, apesar do resultado incrível na pele quando o procedimento é recente, médicas dermatologistas apontam que a aparência da pele lisinha não é garantia e a SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) não recomenda o processo, que é definitivo. "Cada organismo reage de um jeito à tinta e a tendência é que, com o tempo, a pele absorva as substâncias, o que pode resultar em uma coloração diferente da dos primeiros meses", explica a dermatologista Alessandra Romiti, coordenadora do departamento de cosmiatria dermatológica da SBD.

Se o paciente toma sol ou perde o bronzeado após fazer o procedimento, a coloração da tinta também pode dar ainda mais destaque para a área tatuada e as marcas na pele (no post abaixo você pode ver um caso extremo em que isso ocorreu). Alergias e resultados finais ruins também podem acontecer se o profissional não for experiente ou não utilizar materiais adequados.

E quando se trata das estrias, que são causadas pelo rompimento das fibras de colágeno quando a pele expande, o processo de envelhecimento também pode contribuir para a alteração da aparência da tatuagem. "Se a pele fica flácida ou a pessoa engorda, a tatuagem pode mudar de lugar, formando uma mancha e deixando as marcas aparentes", aponta Mayla Carbone, dermatologista do Hospital São Luiz.

Técnica pode ser perigosa quando aplicada no rosto

De acordo com Carbone, quando a camuflagem é feita na área dos olhos, para disfarçar as olheiras, os perigos vão além de um resultado estético ruim. "É uma região sensível. Um profissional com pouco conhecimento pode atingir um vaso, causando problemas de saúde sérios, como afetar a visão do paciente. Também é uma área com pele muito fina e, com o processo de envelhecimento, a derme vai se tornando mais flácida. No futuro, a marca da tatuagem pode ficar horrível", esclarece.

Tatuadora defende camuflagem como ferramenta para autoestima

Para Fernanda Jaffre, tatuadora que trabalha com camuflagem há três anos, a técnica é benéfica principalmente para devolver a autoestima de mulheres que sofrem com os sinais. "Atendo muitas pacientes que não conseguiram resultado com os meios tradicionais", conta.

Sobre a mudança da aparência com o tempo, a profissional rebate que a manutenção deve acontecer como com qualquer outra tatuagem. "Ela pode necessitar de retoques e a qualidade do resultado dependerá estilo de vida da pessoa e como ela cuida da pele", explica.

Jaffre também aponta que não faz nenhum procedimento no rosto por ser uma área muito vascularizada e que pode ser prejudicada sem o conhecimento necessário da anatomia.

Divulgação/Fernanda Jaffre
Imagem: Divulgação/Fernanda Jaffre

Existem diversos tratamentos para diminuir manchas e estrias

Se o seu objetivo é deixar a pele com uma aparência mais lisa, o ideal se consultar com um médico dermatologista, que irá avaliar qual procedimento é mais indicado para seu caso. "Quando o assunto é estria o tratamento depende da fase: se a estria é branca (marcas antigas, que já não apresentam reação inflamatória) ou vermelhas (marcas recentes e mais fáceis de tratar). O profissional pode usar laser, microagulhamento, peeling... Além de indicar tratamentos em casa para melhor a hidratação da pele e receitar colágeno", explica Romiti.

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