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Aumenta número de pessoas que tentam emagrecer; por que poucas conseguem?

Apesar da maior procura por estratégias observada, o peso das pessoas aumentou - iStock
Apesar da maior procura por estratégias observada, o peso das pessoas aumentou Imagem: iStock

Do Vivabem, em são Paulo

13/11/2019 17h40

O número de pessoas que tentaram emagrecer aumentou 8% entre 1999 e 2016, de acordo com um estudo publicado no periódico JAMA Network Open, nesta quarta-feira (13). Ao compararem essa taxa com a quantidade de indivíduos com obesidade e sobrepeso, entretanto, os cientistas sugerem que poucos tiveram sucesso nessa empreitada contra a balança.

Foram observados o peso e o IMC (índice de massa corporal) dos mais de 48 mil participantes, que tinham entre 40 e 64 anos, da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição, dos Estados Unidos. Durante o período de 17 anos, a proporção de participantes em geral que tentaram perder peso aumentou de 34,3% para 42,2% (diferença de 8%).

"Mas apesar da prevalência ponderada de participantes que tentaram perder peso no ano passado, observamos tendências crescentes para o IMC e o peso", escreveram os pesquisadores. "Em conjunto, esses achados sugerem que, embora 34,3% a 42,2% dos adultos nos Estados Unidos em nosso estudo tenham relatado esforços para perda de peso, muitos deles podem não ter realmente implementado estratégias de perda de peso ou aplicado um nível mínimo de esforço, o que produziu resultados insatisfatórios", concluíram os resultados.

O que pode ter dado errado

O estudo mostrou que as estratégias comumente relatadas pelos participantes para emagrecer foram comer menos, exercitar-se e consumir mais água. Além disso, a proporção de pessoas que relataram consumir mais frutas, legumes e verduras, mudar seus hábitos alimentares, consumir menos açúcar ou fast food aumentou acentuadamente ao longo do tempo e se tornou a tática mais comum de perda de peso nos últimos anos.

No entanto, os cientistas não observaram uma grande proporção de participantes que relataram redução de calorias, o que implica que a ingestão delas não diminuiu. Além disso, eles dizem que a restrição alimentar adotada por muitos dos indivíduos é difícil de manter, ou seja, eles podem até ter engordado mais quando voltaram a se alimentar normalmente.

Apenas pequenas alterações foram observadas no consumo reduzido de gordura nos participantes durante o período do estudo - iStock
Apenas pequenas alterações foram observadas no consumo reduzido de gordura nos participantes durante o período do estudo
Imagem: iStock

Segundo eles, a tendência crescente no maior consumo de água como estratégia de perda de peso pode ser atribuída a evidências convincentes sobre o papel da água na redução da ingestão de calorias.

O exercício foi outra das estratégias mais relatadas pelos participantes que tentaram perder peso. "No entanto, um estudo de 2008 mostrou que, enquanto 65% dos adultos nos Estados Unidos disseram ter atingido os níveis recomendados de atividade física, apenas 5% realmente atingiram esses objetivos conforme mensurados objetivamente usando dispositivos de acelerometria", escreveram os pesquisadores.

Não é fácil manter uma rotina regular de exercícios que realmente queimam calorias. Uma declaração de 2018 da Associação Americana do Coração, por exemplo, indicou que oito em cada 10 adultos nos Estados Unidos não cumpriam as diretrizes para exercícios aeróbicos e de fortalecimento muscular.

Os cientistas então concluíram o que, de fato, já era sabido: só dá para perder peso de forma efetiva se o indivíduo aliar menor ingestão de calorias com a prática regular e de qualidade de exercícios.

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