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Apesar de confundida com IST, candidíase tem tratamento rápido

Doença causada pela presença de fungos na região genital não é transmissível - iStock
Doença causada pela presença de fungos na região genital não é transmissível Imagem: iStock

Amauri Vargas

Da Agência Einstein

06/11/2019 16h25

Confundida pela maioria das pessoas com uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), a candidíase, na realidade, não tem nenhuma relação com atividades sexuais e não é transmissível. Com ocorrências raras em homens e muito comum nas mulheres é, na verdade, uma vulvovaginite causada por fungos presentes na flora vaginal.

Segundo especialistas, as causas mais comuns para a candidíase são o estresse, a gravidez e as baixas nas defesas do sistema imunológico. Os vilões disparados, no entanto, são o calor e a umidade, especialmente durante as férias de verão, que costumam encher as praias de todo o País. Combinados com o uso de trajes molhados, em ambientes quentes e alimentação irregular, as chances de manifestação da doença são maiores.

O obstetra e ginecologista do Hospital Israelita Albert Einstein, Sérgio Podgaec, indica que as mulheres vão manifestar a doença ao menos uma vez durante a vida, e alerta para os cuidados que devem ser tomados durante as temporadas de calor, cada vez mais comuns com termômetros lá em cima durante o ano todo.

"É comum observarmos no consultório casos de mulheres que apresentam quadro de candidíase, especialmente após utilizar trajes de banho por longos períodos", afirma. O médico afirma ainda que o quadro clínico apresenta sintomas como corrimentos vaginais de cor branca, similares à nata de leite, que causam muita coceira.

Tratamento simples e indolor

O diagnóstico médico é rápido e realizado de maneira visual. Após a identificação da doença, o tratamento da candidíase consiste basicamente no uso de cremes e comprimidos. "O processo de cura da doença é simples e rápido, com a utilização de pomadas antifúngicas e prescrição de comprimidos de via oral, com a mesma função", conta Podgaec.

Segundo ele, a doença precisa ser tratada como uma enfermidade normal, sem constrangimentos para a paciente, e que apesar de não ser uma doença maligna, a procura por ajuda médica evita que a mulher passe por desconfortos na vida pessoal e também profissional.

"Mulheres entre 20 e 40 anos estão mais suscetíveis, mas pessoas de qualquer idade podem manifestar a doença, que não é transmissível. Para evitar essas ocorrências vale fugir dos tecidos sintéticos, nunca utilizar roupas molhadas por longas horas e secar bem a região genital, especialmente nos dias mais quentes e em localidades úmidas", conclui o obstetra e ginecologista do Hospital Israelita Albert Einstein, Sérgio Podgaec.

(fonte: Agência Einstein)

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