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Giulia Gam trata depressão em clínica, diz programa; quando é necessário?

Divulgação/TV Globo
Imagem: Divulgação/TV Globo

Giulia Granchi

Do VivaBem, em São Paulo

16/10/2019 16h38

De acordo com o colunista Alessandro Lo-Bianco, a atriz Giulia Gam, que atuou em telenovelas como O Primo Basílio e Boogie Oogie, foi internada em uma clínica psiquiátrica para tratar da depressão.

Segundo a reportagem exibida no programa "A Tarde é Sua", a atriz já teria sido diagnosticada com o quadro há anos e inclusive se afastou da trama de "Novo Mundo", da Globo, por conta da doença.

Apesar de comum — a depressão atinge cerca de dois milhões de pessoas por ano só no Brasil — as internações não são típicas. De acordo com os psiquiatras Luiz Sperry, blogueiro do VivaBem e Luiz Scocca, psiquiatra pela Faculdade de Medicina e Hospital das Clínicas da USP, elas só são recomendadas em alguns casos: quando o paciente oferece risco a si próprio ou a terceiros, ou quando não é possível tratar fora da clínica — situações em que os pacientes se recusam a tomar medicações ou não tem quem os acompanhe.

"Em alguns casos, quando a pessoa tem outro quadro associado, como a psicose, que inclui delírio e perda de conexão com a realidade, também pode ser recomendado", aponta Scocca.

Conforme explicam os especialistas, o principal diferencial do tratamento dentro das instalações é que o paciente está sob vigilância 24 horas por dia. "Nesses casos, você pode ser mais ousado em trocar a medicação, experimentar novas abordagens de intervenção... Caso não dê certo, é possível corrigir e controlar mais rapidamente do que se o paciente estivesse longe", indica Sperry.

Dependendo da clínica, os pacientes também podem participar de atividades em grupo e diferentes tipos de terapia. "No começo, é possível que o depressivo não consiga participar de qualquer ocupação, mas conforme o tratamento avança, é importante que engajem. Isso ajuda, inclusive, para o prognóstico quando saem do local", informa Scocca.

O tempo de internação depende das características específicas de cada quadro. "É difícil, no entanto, falar em uma internação em menos de 10 dias. Demora algum tempo para que a medicação e terapia façam efeito", esclarece Sperry.

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