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Sete hábitos que parecem saudáveis mas sabotam o resultado da sua dieta

Comer rápido ou com pressa é um dos hábitos que prejudicam a alimentação saudável - iStock
Comer rápido ou com pressa é um dos hábitos que prejudicam a alimentação saudável Imagem: iStock

Danielle Sanches

Do VivaBem, em São Paulo

16/10/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Hábitos aparentemente inofensivos podem estar sabotando os resultados da sua dieta
  • Ingerir alimentos aparentemente inofensivos, como saladas com molhos e refrigerante diet, são alguns dos erros que podem comprometer a dieta
  • Comer rápido demais, ver TV ou usar o celular também são erros comuns que estimulam a vontade de comer
  • Não dar tempo para se adaptar ao novo hábito alimentar e exagerar no fim de semana também acabam atrapalhando a perda de peso

Menu da semana pronto, compras feitas, receitas saudáveis na ponta do lápis (ou armazenadas no celular). Mesmo se esforçando para manter a dieta você não vê diferença na balança?

Pois alguns hábitos aparentemente saudáveis e bastante comuns podem estar sabotando a sua perda de peso. Confira a seguir sete deles e descubra se você está caindo em alguma dessas armadilhas.

1. Comer muitos "alimentos fit"

Há uma crença generalizada de que barrinhas de cereal, iogurte grego e outros produtos que levam o nome "fit" no rótulo são sempre saudáveis e podem ser consumidos sem preocupação quando bater aquela fome no meio da tarde. Mas não é bem assim.

Muitas desses iogurtes e barrinhas têm açúcar adicionado na composição, que em excesso prejudica a perda de peso. Versões com chocolate do snack ainda tendem a ter mais calorias e muitas vezes se equivalem a um doce, só que com uma embalagem com "cara" de saudável — saiba escolher a sua barrinha de cereal.

O que fazer? Simples: opte por versões verdadeiramente mais saudáveis. Para isso, Leia o rótulo dos alimentos escolha aqueles que têm menos açúcar adicionado. Lembre-se, os primeiros ingredientes que aprecem na lista de um produto são os que estão presente em maior quantidade nas receitas.

2 - Incrementar demais sua salada

É claro que folhas variadas são ricas em fibras e vitaminas; mas colocar muitos ingredientes para tornar o prato mais atrativo pode ser um tiro no pé: queijos, molhos, bacon e batata palha, por exemplo, são ingredientes que aumentam e muito a quantidade de calorias dessa refeição.

Para abrir mão das calorias extras sem abrir mão do sabor, troque molhos gordurosos e cremosos por versões mais naturais e leves para temperar, como limão, azeite e vinagre balsâmico. Para complementar, experimente usar frutas secas e oleaginosas.

3. Comer rápido ou ver TV durante as refeições

Quando comemos com pressa e muito rápido ou assistindo à TV, tiramos o foco da ação principal: alimentar o corpo. Dessa forma, o risco de comermos mais do que precisamos ou de optarmos por alimentos menos saudáveis acaba sendo maior.

E não é apenas a TV: qualquer tela tem o poder de causar esse estrago. Um estudo feito pelo Departamento de Ciências da Saúde da UFLA (Universidade Federal de Lavras) mostrou que quem come entretido com atividades no smartphone consome entre 15% e 20% mais calorias na refeição.

4. Exagerar no consumo de refrigerantes diet ou light

Com ou sem açúcar, em excesso os refrigerantes são considerados ruins para a saúde de qualquer pessoa. Como possuem grandes quantidades de sódio, os médicos frequentemente ligam o consumo a problemas renais e à hipertensão.

Mas, se só isso não é suficiente para fazer você evitar a bebida, saiba que mesmo a versão sem açúcar pode fazer você engordar. Em um estudo feito pela Universidade Johns Hopkins, os pesquisadores acompanharam 23 mil pessoas e descobriram que quem estava acima do peso costumava ingerir mais refrigerante zero do que o restante da população —até aí normal, pois provavelmente esses indivíduos estavam ingerindo o produto zero pois queriam emagrecer.

Porém, a pesquisa descobriu que quem tomava bebidas zero ou light também acabava comendo mais alimentos sólidos. A suspeita dos cientistas é que os adoçantes artificiais confundem nossas papilas gustativas, podendo aumentar o desejo por alimentos mais calóricos.

5. Seguir uma dieta muito restritiva

A restrição alimentar feita com o objetivo de controlar ou reduzir o peso corporal é considerada por muitos especialistas como uma estratégia ruim. Isso porque são difíceis de manter em longo prazo. Por mais força de vontade que uma pessoa tenha, não é fácil conseguir viver com a falta de prazer na hora de comer por muitos anos.

O ideal é criar uma dieta que reforce bons hábitos alimentares, ou seja, que englobe todos os grupos alimentares, mas em porções corretas, e ainda permita saborear alguns alimentos "proibidos" em ocasiões especiais.

6. Sair da dieta nos finais de semana

O famoso "eu mereço" é um grande vilão. É bastante comum seguir um plano alimentar correto durante a semana e, no sábado e domingo, achar que tem direito a um prêmio por ter sido tão disciplinado. Não pode! "Jacar" nesses dois dias pode fazer com que todo o esforço de segunda à sexta seja inútil.

Por isso, é importante estabelecer uma relação saudável com a comida, sem dietas restritivas e que permitam o consumo de "alimentos proibidos" —como um brigadeiro ou uma taça de vinho com os amigos — quando tiver vontade, seja sábado, seja domingo, seja em dias da semana.

7. Não dar tempo para se acostumar com o novo hábito alimentar

Nos anos 1960, o cirurgião plástico americano Maxwell Maltz ficou famoso por sua teoria de que seriam necessários 21 dias para mudar um comportamento. Mas um estudo feito pela Universidade College London concluiu que incorporar uma nova rotina pode levar, em média, dois meses —alguns participantes do estudo demoraram até 254 dias para estabelecer uma mudança.

Em resumo: a adaptação a um novo plano alimentar requer persistência e paciência, já que é preciso uma boa dose de repetição no dia a dia para que ele se estabeleça e seja incorporado definitivamente ao nosso estilo de vida e ao nosso contexto social.

Fontes: Amanda Brugger, coordenadora de Nutrição do Hospital Santa Lúcia, em Brasília; Lígia dos Santos, nutricionista da rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

*Informações retiradas de matérias publicadas em 22/08/2018 e 12/12/2018.

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