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Canhotos têm menos risco de ter Parkinson e se comunicam melhor, diz estudo

Getty Images
Imagem: Getty Images

Do VivaBem, em São Paulo

07/09/2019 12h26

Um estudo analisou cerca de 400 mil pessoas, das quais mais de 38 mil eram canhotas, e descobriu que quem escreve com a mão esquerda costumam ter menos chance de desenvolver Parkinson, além de ter maior facilidade em se comunicar. Publicada no periódico Brain na quinta-feira (5), a pesquisa foi liderada por cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra.

"Descobrimos que, em participantes canhotos, as áreas de linguagem dos lados esquerdo e direito do cérebro se comunicam de maneira mais coordenada. Isso aumenta a intrigante possibilidade que os canhotos podem ter uma vantagem quando se trata de executar tarefas verbais", diz Akira Wiberg, membro do Conselho de Pesquisa Médica da universidade, que realizou as análises.

Os vínculos detectados entre os canhotos e as menores chances de ter Parkinson não foram de causa e consequência, mas sim de observação. Por esse motivo, os pesquisadores pedem cautela antes de tirarem maiores conclusões. Eles enfatizam que estudar as ligações genéticas pode ajudar a melhorar a compreensão de como essas condições médicas graves se desenvolvem.

Aliás, as descobertas não foram somente positivas. Os cientistas revelaram que os canhotos também parecem ter mais chance de ter esquizofrenia. Mas novas pesquisas também são necessárias para explicar de fato qual a relação entre o distúrbio mental e a preferência pela mão esquerda.

Uma "correlação positiva significativa" entre canhotos e resultados de saúde mental também foram encontrados, como sensibilidade, ter "sentimentos de cansaço" e ser mais preocupado.

"Cerca de 90% das pessoas são destras"

Quantas pessoas canhotas você conhece? Segundo Akira Wiberg, um dos principais autores do estudo, cerca de 90% das pessoas são destras. A explicação por trás dessa "falta de canhotos" no mundo está justamente nos genes.

Em sua análise genética, os pesquisadores identificaram quatro regiões de DNA que se relacionam fortemente com a mão, mas três delas influenciam genes que codificam proteínas "envolvidas no desenvolvimento e padronização do cérebro".

Essas proteínas têm um papel fundamental na fabricação de peças que orientam a construção das células. Agora, parece que os genes que impulsionam a formação do citoesqueleto (a estrutura física das células) também são responsáveis pelas diferenças no crescimento e desenvolvimento de partes nas áreas direita e esquerda dos animais. Isso pode aparecer, por exemplo, em caracóis cujas conchas podem ser enroladas à esquerda ou à direita.

"Ao longo da história, o canhoto foi considerado azarado ou até malicioso. Aqui nós demonstramos que a mão esquerda é uma consequência da biologia do desenvolvimento do cérebro, em parte impulsionada pela complexa interação de muitos genes. É parte da rica tapeçaria do que nos torna humanos", diz o professor Dominic Furniss, autor sênior do estudo.

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