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Filho de Cafu morre após infarto aos 30; entenda os riscos nessa idade

Filho mais velho de Cafu, Danilo (de camiseta branca) tinha 30 anos - Reprodução / Instagram @cafu2
Filho mais velho de Cafu, Danilo (de camiseta branca) tinha 30 anos Imagem: Reprodução / Instagram @cafu2

Do VivaBem, em São Paulo

05/09/2019 12h14Atualizada em 06/09/2019 16h41

Filho do ex-jogador Cafu, Danilo Feliciano de Moraes faleceu em decorrência de um infarto sofrido após participar de um jogo de futebol na casa da família, em Barueri, na Grande São Paulo.

Danilo tinha 30 anos e já havia sofrido outro infarto, em 2015, também enquanto jogava bola; à época, ficou alguns dias em observação no hospital e recuperou-se bem.

A notícia deixou muitas pessoas em choque, já que o mais comum é encontrar casos de infarto entre pessoas mais velhas. Junto com AVC, os ataques cardíacos ainda são os problemas que mais matam antes dos 60 anos no País. Segundo o Ministério da Saúde, dos 56.399 brasileiros que morreram por causa de infarto agudo do miocárdio em 2017 (últimos dados disponíveis), 95,6% tinham mais de 40 anos. Entre aqueles com menos de 40 anos, a faixa entre 30 e 39 anos concentrou a maior parte dos casos (1.831).

Ser jovem torna um infarto mais perigoso?

Um estudo da Universidade Harvard (EUA), apresentado este ano no encontro científico anual do Colégio Americano de Cardiologia, mostrou que o número de pessoas com menos de 40 anos que sofreram infarto cresceu num ritmo de 2% ao ano durante os 10 anos de pesquisa. O trabalho ainda concluiu que, mesmo para quem está na faixa dos 20 aos 30 anos, o risco de o ataque cardíaco ter um desdobramento ruim é o mesmo de quem possui mais do que 40 anos.

No entanto, a questão é controversa entre os especialistas e muitos defendem que o infarto pode, sim, ser um evento mais grave em jovens. A doença se dá pela interrupção da circulação de sangue nos vasos de uma ou mais partes do coração, devido ao acúmulo de placas de gordura nas artérias responsáveis por irrigar o órgão. Pessoas mais velhas tendem a contar com uma espécie de proteção natural que os idosos (ou quem já sofreu um ou mais infartos) têm. Trata-se da chamada circulação colateral, uma rede de vasos que se forma para compensar as "veias" obstruídas por placas de gordura (aterosclerose) e, assim, garantir que o sangue sempre chegue ao coração.

Porém, mais importante do que a idade, o que tende a determinar a gravidade de um infarto ou se ele será fatal é a agilidade nos primeiros socorros e o tempo para o restabelecimento do fluxo de sangue ao coração ?a primeira hora é vital para minimizar sequelas.

Recuperação de jovens tende a ser melhor

Na resposta ao tratamento, o condicionamento geral do paciente conta mais do que a idade. Aí, sim, possuir menos de 40 anos pode ser uma vantagem, já que o jovem tende a ter os demais órgãos (como pulmão e rins) funcionando bem e menos problemas de saúde comuns do envelhecimento.

Fontes: Ludhmila Abrahão Hajjar, coordenadora da UTI cardiológica do Hospital Sírio-Libanês; Germano Emílio Conceição de Souza, cardiologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz; Sociedade Americana de Cardiologia, entrevistados em matéria publicada em 24/04/2019.

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