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Fast-food, não dormir, solidão... Veja 5 coisas que prejudicam a imunidade

Alimentos ricos em gordura saturada, açúcar, sal e aditivos aumentam a inflamação no organismo e afetam a imunidade - iStock
Alimentos ricos em gordura saturada, açúcar, sal e aditivos aumentam a inflamação no organismo e afetam a imunidade Imagem: iStock

Daniel Navas

Colaboração para o VivaBem

30/08/2019 04h00

Todos os dias, nosso organismo é "atacado" por inúmeros germes vindos da alimentação, da respiração e do contato com objetos ou outras pessoas. Para conter "invasões", entra em ação um importante exército: o sistema imunológico, formado por uma série das células de defesa e reações químicas que têm o objetivo de lutar contra os agressores e proteger nosso corpo de infecções.

E para vencer a batalha contra vírus, fungos e bactérias é importante que sua imunidade esteja em alta. Caso contrário, você pode sofrer constantemente com doenças e também cansaço intenso, falta de energia e sonolência. Um cardápio saudável e a prática regular de atividade físicas ajuda bastante a aumentar a imunidade e manter o organismo forte, mas é preciso ficar atento a algumas atitudes que podem minar esse sistema de defesa.

Excesso de exercício

Como dito, o treino regular é importante para deixar a imunidade preparada para enfrentar as batalhas rotineiras. Mas entenda que toda atividade física é uma agressão ao organismo e gera um processo inflamatório — e é justamente ao se condicionar para combater isso que as defesas do corpo aumentam. Só que quando o exercício é prolongado (acima de uma hora) ou não há descanso suficiente entre um treino e outro o estresse no corpo é tão grande que há uma queda no sistema imune, que precisa trabalhar excessivamente para minimizar os prejuízos do excesso de atividade física.

Se você pratica modalidades que exigem se exercitar por mais de 60 minutos, é muito importante respeitar o período de descanso entre os treinos e manter uma alimentação saudável, rica em verduras, legumes, frutas, carnes, ovo, além de se hidratar muito bem. Dependendo do caso, também pode ser necessário a suplementação de vitaminas e minerais, que deve ser feita com orientação de um nutricionista.

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Exercícios prolongados geram um grande estresse no corpo
Imagem: iStock

Não dormir bem

Dormir poucas horas frequentemente ou distúrbios como ronco e apneia do sono também geram um grande estresse no organismo. Após um tempo, isso tende a aumentar o nível de citocinas (moléculas mediadoras de inflamação) no organismo e causar um prejuízo nas células de defesa.

Caso a queda na imunidade esteja relacionada a problemas na hora de dormir, é necessário procurar um especialista para tratar e melhorar a qualidade ou o tempo de sono, por meio de medidas específicas para cada caso. Como saber se você tem uma boa noite de sono? Um indicador disso é acordar bem-disposto e pronto para o dia, sentir-se bem para realizar as atividades diárias. Em geral, a maior parte das pessoas precisa de sete a oito horas de sono. Porém, existe quem fique bem com cinco ou seis horas na cama e aqueles que precisam dormir por nove horas.

Consumo excessivo de fast-food

Os alimentos ricos em gordura saturada, sal, açúcar e aditivos químicos contribuem para o ganho de peso, elevam o riscos de problemas de saúde e podem afetar a imunidade, conforme apontou um estudo publicado no Nutrition Journal. Quando o corpo é inundado dessas substâncias, aumenta-se a inflamação no organismo, ao mesmo tempo em que diminui a capacidade do sistema imune de responder a esse ataque e controlá-lo. Sem falar que ao comer fast-food sempre você deixa de ingerir alimentos ricos em vitaminas e antioxidantes importantes para o bom funcionamento do sistema imunológico.

Distúrbios gastrointestinais como diarreias frequentes e gastrites também são alerta de que está na hora de evitar o consumo de lanches, batata frita, salgadinhos etc. Mas muitas vezes você pode cometer exageros e esses sinais não aparecerem.

cigarro; fumo; tabagismo; maço - iStock - iStock
O cigarro libera substâncias inflamatórias e que afetam a capacidade do sistema imune de combater germes que entram pelo seu nariz
Imagem: iStock

Cigarro

Os componentes do cigarro liberam substâncias inflamatórias que vão demandar um grande trabalho do sistema imune --que pode não ter "forças suficientes" para combater vírus e bactérias enquanto está ocupado com isso. Mais: o tabagismo altera a função mucociliar, sistema composto pelo muco e por células com cílios responsáveis por "varrer" germes e sujeiras que entram no corpo por meio da respiração. Isso altera a capacidade do organismo em eliminar agentes infecciosos por meio do catarro e predispõem a um maior aparecimento de doenças.

Passar muito tempo sozinho

De acordo com estudo publicado no Jornal Psychological Science, a solidão pode reduzir a imunidade. A sensação de estar sozinho ou não ter com quem contar atua diretamente na produção do cortisol, hormônio do estresse, que em excesso no organismo por período prolongado prejudica a imunidade, a recuperação do corpo e deixa você mais propenso a gripes, resfriados e vários tipos de infecção.

Além disso, a solidão gera alterações na região do córtex pré-frontal do cérebro, que comanda a tomada de decisões. Isso reflete na qualidade do sono, na má escolha de alimentação e até no abuso de substâncias tóxicas que são prejudiciais ao organismo e à imunidade.

Fontes: Ana Paula Carvalho, médica psiquiatra certificada em medicina do estilo de vida pela IBLM (International Board of Lifestyle Medicine), nos Estados Unidos; Caio Viana, psicólogo da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo; Cristina Formiga, endocrinologista do Hospital Samaritano, em São Paulo; José Ulysses Amigo Filho, hematologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo; Luciana Palombini, médica pneumologista e pesquisadora do Instituto do Sono, em São Paulo; Luiz Scocca, psiquiatra pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, membro da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) e da APA (Associação Americana de Psiquiatria); Mariane Yui, otorrinolaringologista e médica do sono no Hospital Samaritano, em São Paulo; Quedayr Tominaga, otorrinolaringologista e médica do sono no Hospital Samaritano.

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