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Nova molécula ajuda a recuperar coração de ratos após ataque cardíaco

Nova molécula ajuda a proteger as células do coração durante e após o ataque cardíaco - iStock
Nova molécula ajuda a proteger as células do coração durante e após o ataque cardíaco Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

25/08/2019 04h00

Cientistas da Universidade de Virginia (EUA) descobriram uma nova molécula que ajuda a proteger e a recuperar os tecidos danificados na musculatura do coração após um ataque cardíaco. O estudo foi realizado com ratos e publicado no periódico Journal of the American Heart Association.

Algumas vezes, o ataque cardíaco reduz o fluxo sanguíneo em partes isoladas do coração, fazendo com que algumas células morram devido à falta de oxigênio. E enquanto estão morrendo, as células afetadas enviam sinais para suas "vizinhas", aumentando muito o alcance da lesão muscular no coração. É o que os cientistas chamam de "efeito espectador".

A molécula descoberta no estudo, chamada de alphaCT1, ajuda a evitar esse efeito, preservando parte do tecido muscular do coração durante e até após o evento cardíaco.

O composto apresentou tamanho potencial que o médico que liderou o trabalho, Robert Gourdie, abriu uma empresa junto com outro médico, Gautam Ghatnekar, para explorar melhor o potencial comercial da molécula.

Efeito colateral benéfico

A alphaCT1 também se mostrou muito promissora para curar feridas na pele, particularmente as ulcerações de feridas causadas por diabetes. Para este fim, a molécula já está em fase III (quando há acompanhamento de pacientes humanos) dos testes clínicos.

Na esteira dos estudos da molécula, os cientistas conseguiram desenvolver uma molécula "prima", a alphaCT11, que tem um efeito mais robusto na proteção das células do coração mesmo quando ministrada 20 minutos após a perda de fluxo sanguíneo.

Os médicos esperam que tanto a alphaCT1 como a alphaCT11 possam oferecer uma nova forma de tratar pacientes que sofreram ataques cardíacos e prevenir que mais danos ocorram ao coração após o evento.

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