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Como saber se a sua asma é grave? Os cuidados são diferentes?

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Imagem: iStock

Gabriela Ingrid

Do VivaBem, em João Pessoa*

16/08/2019 17h25

Estima-se que 20 milhões de pessoas no Brasil, entre adultos e crianças, têm asma; destes, de 5 a 10% são asmáticos graves.

Na maioria das vezes, a asma grave é uma evolução do quadro que já foi leve ou moderado. A falta de acesso ao tratamento e de consciência sobre a importância de dar continuidade a ele são uns dos motivos que provocam a gravidade da doença. Alguns casos, no entanto, têm uma inflamação diferente no pulmão, mais intensa, e desenvolvem a asma grave direto.

O diagnóstico desse tipo é feito conforme a resistência do paciente ao tratamento tradicional. "Começa com o corticoide inalatório, mas se só com ele não controlou, entramos com o broncodilatador, que pode ser associado ao corticoide. Se mesmo assim não controlou, o paciente deve seguir para os medicamentos via oral ou intravenoso, como os antileucotrienos e os imunobiológicos, explica João Carlos Elias Rio, pediatra e endocrinologista pelo Hospital das Clínicas de São Paulo. Passar por todas essas etapas significa que a asma seja grave.

Esses indivíduos têm crises mais frequentemente, mesmo com o tratamento adequado, e hospitalizações constantes, diminuindo a qualidade de vida. De acordo com Roberto Stirbulov, médico pneumologista e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a asma grave é uma doença potencialmente fatal: "Quem tem a asma leve ou moderada não controlada também morre, mas o grave morre mais", alerta ele. Por isso é importantíssima a adesão ao tratamento.

Ambos os especialistas afirmam que o paciente deve valorizar a gravidade da doença. "É como os hipertensos, infelizmente as pessoas se adequam, se adaptam a ficar mais limitado ao invés de tratar. Se antes ele jogava futebol, agora ele vive no sofá, se antes subia escadas, agora só vai de elevador. Isso não é normal", diz Rio.

Os médicos também precisam se aproximar dos pacientes, segundo ele. "Não é só perguntar se está tudo bem. Tem que falar se ele está bem com a medicação, se está dormindo direito, se deixou de fazer algo por causa da doença", diz Rio.

E isso não é só no caso de quem tem a doença grave, já que qualquer tipo da doença pode se tornar potencialmente fatal, se for mal tratado. Raissa Cipriano, presidente da Asbag (Associação Brasileira de Asma Grave) e que tem uma filha diagnosticada com asma grave, conta que pessoas com esse quadro precisam de hospitalização com mais frequência, e por isso geralmente se cuida mais. Mas quem tem a leve ou a moderada negligencia o problema muito mais. Segundo ela, o grave procura com maior frequência as unidades de saúde e busca tratamento com maior responsabilidade do que um de asma clássica.

Cipriano ainda diz que o asmático grave falta mais no trabalho, na escola, evita convívio social: "Imagine sair com os amigos e ter que fugir da fumaça de cigarro ou do frio?". Tem toda uma parte psicológica que influencia em sua vida também. "É a carga de ser paciente crônico e não ter muito para onde correr. Mas quando começa a ter consciência que é grave e que mesmo assim tem tratamento, as coisas podem melhorar. Pode não ser fácil hoje, mas é possível ter qualidade de vida. Não vai curar, mas dá para viver bem", diz.

*A jornalista viajou a convite da GSK

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