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Como emagreci

Histórias inspiradoras de quem mudou a silhueta


Como emagreci

"Passei a descontar as emoções no pedal em vez de na comida e perdi 21 kg"

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Bárbara Therrie

Colaboração para o UOL VivaBem

11/07/2019 04h00

Mesmo com uma boa alimentação, Christina Biltoveni, 51 anos, sofreu muito tempo com o efeito sanfona. Durante uma aula de spinning, ela percebeu que não estava se empenhando o suficiente e decidiu que daria sempre seu melhor no treino. Resultado: foi de 80 kg para 59 kg. A seguir, a gerente comercial conta como conseguiu:

"Apesar de ter sido mais 'cheinha' ao longo de quase toda a minha vida, sempre me alimentei direito. De manhã, comia pão, queijo e café preto sem açúcar. No almoço, meu prato tinha frango ou peixe, acompanhado de verduras e legumes. Não consumia arroz, feijão, frituras, fast-food ou tomava refrigerante. Nunca fui de exagerar na quantidade, tipo devorar uma pizza inteira sozinha, mas cometia pequenos deslizes que contribuíam para ganho de peso.

Quando ficava nervosa, triste ou ansiosa, eu me confortava com um pedaço de bolo ou um chocolate. No dia seguinte, pensava: 'Ah, já sai da dieta ontem, hoje vou repetir e amanhã volto a me alimentar corretamente'. Assim, ia descontando na comida e, quando percebia, a coisa já tinha virado uma bola de neve e eu havia engordado.

Devido a esse comportamento, vivia em um eterno efeito sanfona. Até emagrecia muitos quilos --em torno de 10 kg e 15 kg fazendo dietas como a da proteína e a Dukan --, mas não permanecia magra por muito tempo.

O problema de fazer regime é que chega uma hora que a gente cansa das restrições alimentares, volta a comer mal e engorda tudo novamente

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Imagem: Arquivo pessoal
Meu peso oscilava entre 70 kg e 80 kg, mas a balança já chegou a marcar 90 kg. Sempre guardava as roupas de gorda e magra no armário, porque nunca sabia qual seria o meu peso dali a algum tempo. Minha numeração variava de 42 a 46. Tinha trauma e não usava calça jeans, só legging ou vestidos largos.

Nunca fui sedentária, a atividade física sempre esteve presente na minha rotina. Na infância, jogava handebol na escola, praticava ginástica olímpica e participava de campeonatos. Na adolescência, fazia academia, aulas de step e dança. Mesmo me exercitando, tinha tendência a ganhar peso, além do biotipo de um corpo violão, com coxa grossa e bunda grande. Com uns quilinhos a mais, já parecia gorda.

Em 2016, reparei na aula de spinning que alguns alunos transpiravam, ficavam cansados e alcançavam seus objetivos, já eu continuava na mesma. Pensei: 'Se eu como certinho e faço exercícios regularmente, por que não consigo ficar magra? Será que tenho algum problema?'. Foi quando me questionei se realmente me empenhava e dava meu melhor. Então, percebi que só estava no mesmo lugar que aquelas pessoas, mas não fazendo a mesma aula.

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Minha primeira mudança foi realizar exatamente o que o professor mandava. Se ele falava para colocar carga 8 na bike, eu colocava. Às vezes, não seguia a orientação dele devido ao cansaço. Quando passei a seguir, percebi que meu desempenho melhorou e decidi ir além do que ele pedia. Se o treinador orientava a colocar na carga 9, por exemplo, eu colocava na 10 e fazia um pouco mais de esforço.

Já praticava spinning há uns dez anos e intercalava com outras atividades, como ioga, muay thai e musculação. Resolvi largar tudo o que fazia por obrigação e me dedicar exclusivamente ao que me dava prazer: a bike.

Passei a pedalar 30 minutos, de seis a sete dias por semana. Antes, treinava dentro da minha zona de conforto e, por isso, não evoluía. Hoje, meu treino é focado em potência, ou seja, pedalar forte e com carga.

A cada aula, estabeleço uma meta. No início, tentava superar a marca anterior. Agora, tento fazer uma média acima de 200 watts.

Quando o cansaço bate, falo para mim mesma: se não for para cumprir o que defini, nem deveria ter vindo treinar. Aí, eu me empenho e atinjo o meu esforço físico máximo

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Imagem: Arquivo pessoal
Em 2016, estava beirando os 80 kg. Em três anos, emagreci 21 kg pedalando e cheguei aos 59 kg. O segredo para ter secado e mantido o peso foi ter mudado o foco. Antes, descontava as minhas emoções na comida, hoje eu desconto no pedal. O outro ponto foi ter feito algo que eu sentia prazer. Amo pedalar, alivia meu estresse.

Consegui perder todo esse peso sem grandes mudanças no cardápio. Faço quatro refeições por dia: tomo café da manhã, almoço, como um lanche antes do treino --geralmente uma pasta de nuts com biscoito integral -- e janto. Nunca bebo suco ou refrigerante nas refeições. Só tomo água e café sem açúcar durante o dia.

Nesse processo, passei a me conhecer melhor, a saber minhas limitações e a identificar meus deslizes. No dia em que fizeram uma comemoração de todos os aniversariantes do mês no meu trabalho, por exemplo, fui a única que não comeu o bolo. Outra questão importante foi ter me conscientizado de que não posso exagerar em nada, nem naquelas bebidas ou alimentos considerados saudáveis, como um suco light ou uma salada, porque, querendo ou não, eles também têm calorias.

Hoje, aos 51 anos e pesando 59 kg, tenho orgulho do meu empenho e determinação. Eu gosto dessa Christina que serve em qualquer roupa, que tem fôlego para todas as atividades e que tem uma vida mais saudável."

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