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Futuro da medicina: tratamento personalizado ajudará pacientes com câncer

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Imagem: iStock

Giulia Granchi

Do UOL VivaBem, em Chicago (EUA)

05/06/2019 15h54

"Cuidando de cada paciente, aprendendo com cada paciente". O slogan do ASCO 2019, congresso da American Society of Clinical Oncology (Sociedade Americana de um Oncologia Clínica) reflete a expectativa dos médicos oncologistas para o futuro --próximo-- da medicina: um tratamento cada vez mais personalizado e eficiente.

Em pacientes com câncer, os tumores tem características genômicas diferentes, mesmo quando a doença é a mesma. Ou seja, as informações de seu DNA são distintas, o que pode afetar o tratamemto. Três tumores de câncer de pâncreas, por exemplo, são totalmente distintos quando analisado sob esse ângulo.

"Cada vez mais estamos fazendo análises genômicas desses tumores e a ideia é tratar cada um de uma forma, já que suas singularidades ditarão qual resposta o paciente terá", aponta Sérgio Simon, presidente da SBOC (Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica).

Para que isso aconteça, são necessários banco de dados enormes, construídos com autorização dos pacientes e processados por programas de computadores. "São muitos genes e combinações específicas, então somente programas de bioestatística conseguem analisar o que encontramos no estudo genômico e dar uma resposta sobre o que foi mutado e o que está dirigindo aquele tumor", explica Simon.

Avanço já chegou no Brasil

O mapeamento dos pacientes já está sendo testado em algumas instituições privadas no Brasil, mas de acordo com Simon, a ideia é que isso fique cada vez mais popular, aprofundando e modernizando o processo.

Hoje, a espera para que uma análise genômica fique pronta é de cerca de 15 dias, mas encontrar os novos genes, com alterações muito pequenas, demanda um longo tempo de pesquisa e um grande banco de dados.

"Análise completa mapeia todos os mais de 20.000 genes do paciente, estudamos cerca de 500 que são os responsáveis pelo câncer. A pesquisa pelas pequenas alterações continua e acredito que, em 10 anos, essa técnica ser a tônica da pesquisa em oncologia", conclui o especialista.

*A jornalista viajou a convite da Pfizer

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