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Medicamento para hipertensão desacelera progressão de Parkinson e Alzheimer

O acúmulo de algumas proteínas no cérebro pode indicar a presença de Alzheimer, como as placas de beta-amiloide e emaranhados de tau - iStock
O acúmulo de algumas proteínas no cérebro pode indicar a presença de Alzheimer, como as placas de beta-amiloide e emaranhados de tau Imagem: iStock

Do UOL VivaBem, em São Paulo

24/04/2019 12h16

Resumo da notícia

  • Em experimentos com animais, cientistas mostraram que o felodipino, usado para hipertensão, pode remover proteínas tóxicas de células do cérebro
  • O remédio induz a autofagia, uma função celular que remove as proteínas defeituosas, as decompõe e recicla os componentes
  • Se funcionar em humanos, o medicamento pode ser um promissor candidato para o tratamento de doenças neurodegenerativas como o Alzheimer e o Parkinson

Um remédio usado no tratamento da hipertensão pode ser eficaz contra o Parkinson e o Alzheimer, de acordo com um novo estudo realizado por cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e publicado no periódico Nature Communications na quinta-feira (18).

Em experimentos com peixes e ratos, os pesquisadores mostraram que o felodipino, fármaco usado para o controle da hipertensão, pode levar a um processo de reciclagem celular chamado autofagia, uma função celular que remove as proteínas defeituosas, as decompõe e recicla os componentes. No caso do medicamento, esse processo removeu as proteínas tóxicas das células do cérebro causadoras de doenças, como a mutante huntingtina, a alfa-sinucleína e tau.

Enquanto o acúmulo da huntingtina mutante é característico da doença de Huntington, a alfa-sinucleína mutante e a tau são do Parkinson e do Alzheimer, respectivamente. "Como resultado, a droga foi capaz de desacelerar a progressão dessas condições potencialmente devastadoras e, por isso, acreditamos que ela deveria ser testada em pacientes", diz o autor do estudo David C. Rubinsztein.

Como o estudo foi feito

  • Os cientistas usaram ratos geneticamente modificados e peixe-zebra para o estudo. Os ratos tinham alterações genéticas que os induziam a desenvolver a doença de Huntington ou uma espécie de doença de Parkinson. O peixe-zebra teve alterações genéticas que induziu mudanças que simulam uma forma de demência.

  • Os pesquisadores inseriram minibombas sob a pele dos bichos para permitir concentrações de drogas em níveis semelhantes aos dos seres humanos e para manter os níveis constantes sem flutuações.

  • Os dados sugerem que, em concentrações plasmáticas semelhantes à humana, o felodipino pode induzir autofagia no cérebro de camundongos e limpar proteínas causadoras de doenças.

Como prevenir o Alzheimer?

Coma de forma saudável Todos os conselhos para evitar doenças cardiovasculares são válidos para a prevenção do Alzheimer, por isso priorize vegetais, frutas, sementes e peixes, além de limitar açúcar, carboidratos refinados, gordura saturada e trans. Estudos indicam que a dieta mediterrânea pode ser útil para a prevenção das demências. Alguns nutrientes específicos, como os ácidos graxos tipo ômega, a vitamina E e o resveratrol, já foram associados à redução de risco, mas não há evidências de que tomar suplementos diminua a possibilidade de ter Alzheimer.

Pratique atividades físicas Além de preservar a saúde como um todo, os exercícios também têm um papel importante para as funções cognitivas.

Tenha hábitos saudáveis Cuide de eventuais doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, depressão e hipercolesterolemia, e vá ao médico regularmente. Durma bem, não fume e evite o consumo de bebidas alcoólicas.

Cultive o lazer e tenha uma vida social ativa Conversar com os amigos, ter um hobby, fazer cursos e ter uma vida intelectual rica ajuda a garantir uma reserva cognitiva, o que pode adiar os sintomas se a pessoa ficar doente.

*Com informações de matéria publicada no dia 09/10/2018.

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