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Brinco causa coceira? Saiba por que algumas pessoas têm alergia à bijuteria

O níquel, presente em bijuterias, é o principal causador da dermatite de contato - iStock
O níquel, presente em bijuterias, é o principal causador da dermatite de contato Imagem: iStock

Gabriela Ingrid

Do UOL VivaBem, em São Paulo

17/04/2019 04h00

Resumo da notícia

  • A reação na maioria das vezes ocorre devido ao contato da pele com o níquel, metal comumente presente em bijuterias
  • O organismo entende que o metal é um agente perigoso e ativa o sistema imune para atacá-lo, causando reações na pele em forma de lesões avermelhadas
  • A principal solução é evitar o contato com o componente que a pessoa tem a reação

Pode ser brinco, colar, anel... É só usar qualquer tipo de bijuteria que, após algumas horas, a pele começa a ficar irritada, vermelha e coçando. Se você não passou por isso, com certeza conhece alguém que já sofreu com o problema. Chamada de dermatite de contato, esse tipo de alergia é uma doença de pele comum e, embora possa ser evitada, pouco se sabe por que algumas pessoas têm e outras não.

"Não há fatores preditivos, como herança genética, associados à reação. Ela é imprevisível. A única coisa que podemos dizer é que a pessoa tem o contato com a bijuteria ao longo da vida sem sofrer o problema e, então, em algum momento, o sistema imune reconhece como estranho esse metal", diz Alexandra Sayuri Watanabe, diretora da Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia).

Como a alergia ocorre?

O corpo, ao entrar em contato com determinado tipo de metal, entende aquele objeto como algo perigoso e ativa o sistema imune contra ele. Geralmente, no caso das bijuterias, o material mais comum relacionado ao aparecimento de alergia é o níquel. Isso porque ele pode se soltar da liga metálica e entrar em contato direto com a pele, causando a irritação.

"Esse tipo de alergia demora para manifestar sintomas. A pessoa tem o contato e só depois de algumas horas começa o aparecimento da lesão", explica Watanabe. Segundo ela, é diferente de quando se tem uma alergia alimentar, em que as lesões pelo corpo (chamadas urticárias) surgem minutos depois que a pessoa come.

Coceira e vermelhidão são sintomas comuns

No caso da dermatite de contato, as lesões são fixas no local em que houve o contato com o produto, avermelhadas, que podem descamar e coçam muito.

A descamação e a aspereza aparecem quando a pessoa coça a lesão. Ao cutucar o local, você também pode aumentar ainda mais as lesões, causando feridas, cascas, sangramento. "O problema está quando aparecem infecções secundárias, causadas pelas bactérias presentes nas unhas ou na pele, que infectem a ferida", alerta Patricia Ormiga, dermatologista e assessora do Departamento de Cosmiatria da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia).

Solução do problema inclui evitar o uso

A melhor forma de combater o problema é evitar o contato com o componente que a pessoa tem a reação --ou seja, não usar a bijuteria. Mas também podem ser prescritos medicamentos contendo corticoides tópicos. Se você sentir alguma irritação causada pelo uso de bijuterias, vale a pena sempre consultar um dermatologista, para que ele avalie se no local da alergia já não há uma infecção secundária --nesse caso, até antibióticos entram nas formas de tratamento.

Quando for usar algum acessório, prefira os feitos de aço cirúrgico, prata de qualidade e ouro 24k, pois são ligas mais fortes que não se soltam e ficam na pele.

Cuidado com as soluções caseiras

Um método que algumas pessoas usam para evitar a irritação é pincelar base de esmalte na bijuteria. Segundo Watanabe, se a pessoa não apresentar reação ao produto, a tática até funciona, porque o metal não entrará em contato e será liberado na pele. O problema é que a pele pode se sensibilizar com a base também.

Se você fizer questão de usar bijuteria mesmo tendo alergia, o recomendado é aplicar no acessório produtos específicos para alérgicos disponíveis no mercado. Eles são aplicados no brinco, anel ou pulseira e formam uma barreira entre a pele e o metal. "Mas é bom lembrar que o atrito com a pele vai retirando o produto aos poucos, portanto, ele deve ser passado novamente de tempos em tempos", orienta Watanabe.

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