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Como emagreci

Histórias inspiradoras de quem mudou a silhueta


Como emagreci

Bruna fez as pazes com o espelho e perdeu 17 kg sem cortar nada do cardápio

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Thamires Andrade

Colaboração para o UOL VivaBem

07/03/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Bruna Chaves lutou contra a balança desde criança
  • Quando estava prestes a completar 30 anos, ela desistiu de seguir dietas restritiva e decidiu aceitar o corpo como ele era
  • A nova postura a ajudou a recuperar a autoestima e ter motivação para voltar a fazer exercícios e mudar a alimentação
  • Assim, conquistou mais disposição e perdeu 17 kg. A seguir, ela conta como conseguiu emagrecer

"Sempre fui uma criança gordinha. Com seis ou sete anos já me preocupava com meu peso. Sofria muito bullying na escola e chegava triste em casa. Meus pais, na tentativa de me ajudar, me levaram em vários médicos e nutricionistas. Comecei a fazer dieta desde pequena e cheguei até a tomar remédio para emagrecer com indicação médica.

Apesar de sempre brigar com a balança, fui uma criança bem ativa e pratiquei muito esporte. Dos 10 aos 18 anos fui atleta de vôlei e tinha uma rotina de treinamento bem forte. Mas vivia sofrendo com o efeito sanfona. Tinha épocas me que conseguia emagrecer, depois desistia da dieta e engordava tudo novamente. Muito disso acontecia por causa da minha compulsão alimentar, era algo muito mais emocional do que metabólico.

Fora que eu nunca conseguia enxergar que eu estava bem, mesmo quando emagrecia. Sempre queria estar magra igual a outra pessoa. A referência nunca era eu mesma. E dentro dessa relação de restringir comida, eu me frustrava, desistia e tinha episódios de compulsão alimentar.

Chegava ao ponto de comer escondido tudo o que via pela frente escondido --pois tinha vergonha de comer tanto na frente de todos -- e depois passar mal

Lembro-me de ter uns 8 anos e sair de festa de família passando mal no carro de tanto comer Sempre descontava minhas emoções (boas e ruins) e a relação com a comida.

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Minha vontade de emagrecer de vez surgiu no ano passado. Já estava morando em Toronto, no Canadá, há três anos. Estava prestes a completar 30 anos quando percebi que tinha passado esse tempo todo infeliz com a minha própria imagem e me depreciando. Resolvi que era de mudar, pois estava cansada de me sentir mal todos os dias.

Estava com quase 100 kg. Desde que tinha me mudado para a América do Norte, não havia me dedicado a nenhuma atividade física, apesar de sempre ter sido fã de praticar esportes. Quando parei de jogar vôlei, nunca encontrei nenhuma aula que me trouxe satisfação. Foi quando decidi fazer treino funcional em grupo e isso fez toda diferença. Ter sempre aquele horário agendado e um grupo de pessoas me esperando fez com que eu não faltasse nas aulas.

Comecei indo três vezes por semana e quando vi estava indo todos os dias. Depois que tive essa vontade de praticar atividade física despertada, resolvi entrar na musculação. A alimentação também foi mudando aos poucos junto com essa decisão de me movimentar mais.

Sempre comi de tudo: de pizza a vegetais. Mas quando começava as dietas prescritas por médicos ou nutricionistas achava tudo muito restrito! Sem carboidrato, com pouca gordura e etc. Elas funcionavam por um tempo, mas eu não conseguia manter e voltava a engordar.

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Dessa vez resolvi riscar a palavra restrição e todo conceito do "não pode". Comecei a encarar que tudo pode, mas é preciso fazer algumas escolhas dentro de um plano alimentar maior. Estipulei um número de calorias para consumir por dia, mas se ultrapassava também não ficava neurótica. Pois no fim o que importa é a consistência.

Prova disso é que ano passado sai de férias, viajei e a comida não foi minha prioridade. Claro que fui a vários restaurantes e padarias que queria conhecer, mas como a comida não era a prioridade, foi fácil chegar e escolher um prato só para experimentar. Toda essa mudança de mindset ocorreu aos poucos e devagarinho. Sem cobrar resultados absurdos.

Uma outra coisa que me ajudou bastante foi começar a terapia para entender o motivo da minha compulsão alimentar e porque eu encarava o alimento como uma fuga. Foi um trabalho mais emocional de cicatrizar feridas, mas que refletiu em um melhor relacionamento com a comida.

Aos poucos, fui comendo menos, entendendo que o alimento serve para manter o corpo funcionando e não para compensar emoções negativas

A prática de atividade física também me ajudou a alcançar bem-estar, além de resultados físicos. A terapia em conjunto com o amor próprio e a recuperação da autoestima me deram mais coragem para desafiar as 'verdades' que eu tinha estipulado para mim. Afinal, não dá para esperar emagrecer para começar a se amar. Consegui sair da minha zona de conforto esse ano em vários aspectos --não só dieta e treino, mas também na profissão. Resolvi que ia investir em uma nova carreira e comecei a estudar para ser profissional de educação física.

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Imagem: iStock
Antes, era um tabu assumir que estava de dieta e foi quando resolvi me expor no Instagram para ajudar mais pessoas que tudo começou a dar certo. Construí uma comunidade de pessoas que querem se ajudar e recentemente propus desafios diários justamente focados no autoconhecimento e recuperação da autoestima, pois essa é a chave para alcançar os objetivos. Além de completá-los e me estimular a seguir firme no foco, também recebi feedbacks ótimos.

Ao todo, perdi 17 kg. Ainda quero emagrecer mais um pouquinho, mas não me incomodo mais com a minha aparência. Tenho muito orgulho das coisas que faço. Treino musculação e aeróbico todos os dias e fico com uma energia muito boa por me movimentar. Também dou aula de funcional para um grupo de meninas. Na alimentação, sigo com uma dieta flexível e procuro sempre organizar minhas refeições para não cair na tentação. Meu lema é descascar (alimentos naturais) e não desembalar (alimentos industrializados).

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