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Tem dificuldade de ereção? Problema é alerta de doença no coração

Ir ao médico regularmente é importante para cuidar da saúde do pênis e do coração - iStock
Ir ao médico regularmente é importante para cuidar da saúde do pênis e do coração Imagem: iStock

Rodnei Corsini

Colaboração para o UOL VivaBem

20/02/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Homens com problema de ereção possuem o dobro de risco de ter doenças do coração
  • Pressão alta, colesterol elevado e estresse são fatores que prejudicam tanto a ereção quanto o coração
  • Comer bem, manter o peso controlado, fazer exercícios e não fumar é importante para evitar problemas de ereção

Além de afetar a autoestima e a saúde mental do homem, problemas de ereção podem ser um indicador de que algo não está bem com seu coração. Segundo pesquisa publicada no periódico Circulation, indivíduos com disfunção erétil têm o dobro de risco de ter problemas cardíacos.

Qual a ligação do pênis com o coração?

A ereção é um processo vascular e depende do bom funcionamento do coração. "Para que ela ocorra, há o enchimento de pequenos vasos sanguíneos que formam os corpos cavernosos do pênis", explica Patricia Oliveira, cardiologista do Hospital Sírio-Libanês. Portanto, muitos fatores associados a problemas nas artérias e no coração também podem causar disfunção sexual.

Entre os quadros mais comuns que podem tanto afetar sua ereção quanto levar a doenças cardiovasculares estão:

  • Hiperlipidemia (excesso de partículas de gordura no sangue);
  •  Aterosclerose (enrijecimento das artérias devido ao acúmulo de placas);
  • Pressão alta
  • Diabetes
  • Tabagismo.

Além disso, problemas como estresse elevado, ansiedade e depressão podem favorecer os dois problemas. 

Problemas no pênis vêm antes

A disfunção erétil costuma surgir antes dos problemas cardíacos. Uma das explicações é que as artérias do pênis são mais finas que as do coração e, por isso, são afetadas primeiro. "Estudos mostram que a disfunção erétil pode se instalar até cinco anos antes de um problema nas artérias coronárias", diz Sidney Glina, urologista do Hospital Albert Einstein.

Pelo mesmo motivo, a disfunção erétil também indica o risco de obstrução de outras artérias do corpo. "Pode haver a obstrução das que irrigam as pernas, causando insuficiência arterial periférica", alerta Glina.

Como prevenir 

Manter bons hábitos é essencial para garantir que seu coração e seu pênis trabalhem a todo vapor. As principais recomendações para evitar esses problemas --e várias outras doenças -- são:

  • Evitar o sobrepeso;
  • Fazer atividade física regularmente;
  • Controlar a pressão arterial, o colesterol e a glicose;
  • Ter hábitos alimentares saudáveis;
  • Abandonar vícios como o fumo;
  • Moderar no consumo de álcool;
  • Reduzir o estresse.

"É muito importante, ainda, que os homens se permitam ser avaliados periodicamente (ao menos uma vez por ano) por um médico de sua confiança", diz  Abrão Cury, cardiologista e clínico geral do Hcor. Isso porque tanto o diagnóstico de disfunção erétil quanto o de doenças cardiovasculares pode ser feito a partir de avaliações médicas periódicas, mesmo que ainda não haja sintomas. 

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Tratamento

Normalmente, a urologia trata da disfunção erétil e a cardiologia trata dos problemas cardiovasculares. Mas deve haver uma integração entre os profissionais. "Se os tratamentos não forem feitos juntos, ao tentar resolver um problema, você pode complicar ainda mais o outro", alerta Cury.

Para não colocar o coração em risco, a identificação da causa da disfunção erétil é muito importante. "Existem exames bastante específicos que buscam identificar o tipo e o grau de comprometimento, e que são usados também para avaliar a resposta ao tipo de medicamento que pode ser utilizado", afirma Cury.

Mesmo que os problemas de disfunção erétil sejam controlados, o homem não pode deixar de procurar um cardiologista. "Os fatores de risco podem continuar a existir. Resolver um problema não significa que o outro não vai ocorrer", diz o cirurgião cardiovascular Marcelo Sobral.

Cuidados no tratamento

Quando existem tanto problemas cardiovasculares quanto de disfunção sexual, os riscos e benefícios de cada medicação são avaliados com especial atenção. E, se houver necessidade e possibilidade, trocam-se as medicações que têm mais interação.

"Algumas pílulas de ereção (inibidores de fosfodiesterase tipo 5), que são o tratamento mais utilizado para a disfunção erétil, são contraindicadas para uso em conjunto com medicamentos à base de nitrato", explica Glina. 

Isso porque as medicações cardiológicas à base de nitrato são vasodilatadores potentes e quando somadas aos efeitos dilatadores da pílulas de ereção podem causar hipotensão (queda da pressão), levando baixo fluxo de sangue para o coração e cérebro --e gerar desmaios, mal-estar.

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