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Potencial vacina conta HIV já é eficaz em macacos

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Do UOL VivaBem, em São Paulo

17/12/2018 10h50

Cientistas desenvolvem vacina que estimula macacos rhesus a produzirem anticorpos neutralizantes contra uma cepa do HIV semelhante a que infecta humanos. A pesquisa foi publicada no periódico Immunity na terça-feira (11).

Embora a vacina esteja longe de testes clínicos em humanos, o estudo fornece uma prova de quais são as áreas raras e vulneráveis do HIV, concluem os autores.

Pesquisas anteriores, conduzidas pelos mesmos cientistas da Scripps Research, mostraram que o corpo precisa produzir anticorpos neutralizantes que se ligam ao trímero de proteína do envelope externo do vírus. Para fazer com que os animais produzissem os próprios anticorpos neutralizantes, os cientistas precisavam expor o sistema imunológico ao trímero de proteína do envelope, treinando-o efetivamente para identificar esse alvo e produzir os anticorpos corretos contra ele.

A equipe então avançou com o projeto de uma vacina experimental contra o HIV que continha este trímero estável. Seu objetivo com o novo estudo era ver se esse tipo de vacina poderia realmente proteger os animais da infecção. Eles testaram a imunização em dois grupos de macacos rhesus: seis com uma versão de poucos anticorpos neutralizantes e seis com bastantes. Eles também estudaram 12 primatas não imunizados como seu grupo de controle.

Os animais foram expostos a uma forma do vírus chamado SHIV, uma versão artificial do HIV que contém o mesmo trímero de envelope que o vírus humano e tão difícil de ser neutralizada quanto as formas de HIV que circulam na população humana.

Os resultados do experimento mostraram que a vacinação com altos níveis de anticorpos neutralizantes realmente funcionou nos macacos. Eles foram capazes de produzirem níveis suficientes de anticorpos neutralizantes contra o trímero da proteína do envelope para prevenir a infecção.

"Desde que o HIV surgiu, essa é a primeira evidência que temos de proteção baseada em anticorpos contra um vírus Tier 2 após a vacinação", diz Matthias Pauthner, coautor do estudo. "Uma questão agora é como podemos obter essa proteção em todos os animais".

O foco nos níveis de anticorpos se tornou especialmente importante, pois os pesquisadores viram a proteção contra o HIV diminuir à medida que os altos níveis caíam nas semanas e meses após a vacinação. Ao rastrear os anticorpos enquanto expunham continuamente os animais ao vírus, os pesquisadores determinaram a quantidade de anticorpos necessários para manter o HIV sob controle.

Os autores ainda chamam atenção para o fato de que foram os anticorpos neutralizantes --e não outros aspectos do sistema imunológico-- a chave para parar o vírus. Pauthner afirma que esse é um achado importante, uma vez que outros laboratórios se concentraram no potencial de células T e outras defesas imunológicas para bloquear a infecção.

Agora, os pesquisadores estão buscando uma estratégia para obter anticorpos amplamente neutralizantes que possam impedir muitas cepas do HIV, e não só a descrita nesse estudo.

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