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Repelentes: as melhores opções para manter os mosquitos longe

Afaste os insetos com substâncias seguras para a família - Photoboyko/IStock
Afaste os insetos com substâncias seguras para a família Imagem: Photoboyko/IStock

Carol Salles

Colaboração para o UOL VivaBem

22/10/2018 04h00

Até pouco tempo atrás, o uso de repelentes se limitava às idas à praia e trilhas em meio à natureza. No entanto, a ameaça de doenças como dengue, zika e febre amarela, transmitidas pela picada de insetos, aumentou a preocupação das pessoas em sempre manter os insetos longe. 

A seguir, mostramos quais são as melhores para você conseguir espantar os mosquitos. Mas antes é bom saber que todo repelente possui um certo grau de toxicidade, embora o uso seja considerado seguro para humanos. E também que o mecanismo de ação dos repelentes sintéticos aprovados pela Anvisa no Brasil (DEET, icaridina e IR 3535) é similar: todos bloqueiam receptores olfativos no inseto, impedindo-o de reconhecer a pessoa pelo cheiro

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DEET

O composto químico, desenvolvido na década de 1940 pelo exército norte-americano, é, sem dúvida, a substância mais conhecida, estudada e usada nos produtos para afastar mosquitos. Possui ótimo poder de repelência, inclusive contra o Aedes aegypti, transmissor da dengue, da zika e da chikungunya. A aplicação do produto formulado para adultos pode ter efeito de até quatro horas na pele limpa e seca. De acordo com a Anvisa, o DEET pode ser usado por crianças entre 2 e 12 anos desde que o produto escolhido contenha, no máximo, 10% do ativo - nesse caso, o período de proteção é de duas horas.

Estudos também dão conta de que é seguro para mulheres no segundo e terceiro semestres de gestação. Um deles, feito por pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, observou mulheres tailandesas grávidas que usaram o ativo todos os dias durante esse período da gravidez. Elas não apresentaram problemas neurológicos, de pele ou gastrointestinais relacionados ao produto. Em uma pequena porcentagem (8%), a substância atravessou a placenta e chegou ao sangue do cordão umbilical. Mas, ainda segundo o estudo, isso não trouxe danos aos bebês, que foram acompanhados até completarem um ano.

Icaridina

Derivada da pimenta, a substância é eficaz contra o Aedes aegypti e outros insetos. A principal vantagem é que oferece poder repelente de até 10 horas. Crianças acima de 2 anos podem usar a versão com concentração de 20% do ativo e adultos, de 25% - leia o rótulo do produto escolhido para checar se é seguro. Mulheres grávidas podem usar o produto, mas é indicado, antes, consultar um médico.

IR3535

Com ação mais suave do que os outros dois ativos sintéticos, o IR 3535 é mais comum em repelentes voltados para crianças entre 6 meses e dois anos. Também repele o Aedes aegypti. Seu efeito dura de 2 a 4 horas, dependendo da concentração do ativo.

Andiroba e citronela

A primeira é uma árvore de cujas sementes é extraído um óleo. A segunda é um tipo comum de capim. Ambas apresentam propriedades repelentes, porém, de ação bastante discreta e de curta duração.

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), por exemplo, mostrou que o óleo de andiroba puro aplicado na pele não mantém os mosquitos longe por mais do que um minuto. A vela contendo o óleo, no entanto, tem eficácia parcial, como mostrou um estudo realizado na década de 1990 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. Isso significa que ela pode ajudar a espantar os mosquitos, inclusive o causador da dengue, se acesa em ambiente de no máximo 12 metros quadrados e fechado.

A eficácia das velas de citronela não foi comprovada. Segundo um estudo feito pela Universidade Hebraica de Jerusalém, o capim funcionaria melhor na forma de óleo essencial, aquecido em um difusor de ambiente para liberar o aroma - jamais usado puro sobre a pele.

Repelentes de tomada

Esse tipo de produto geralmente contém esbiotrina ou praletrina, duas substâncias que, liberadas pelo calor do aparelho, atacam o sistema nervoso do inseto, fazendo com que ele deixe o ambiente a fim de se proteger. Embora seu perfil de toxicidade seja considerado baixo, o uso não é indicado em locais com crianças de até 1 ano ou para quem tem alergias ou problemas respiratórios. Quando ligado no quarto, deve ser colocado a uma distância de no mínimo 2 metros da cabeceira da cama.

Fontes: Caio Lamunier, dermatologista do Hospital das Clínicas da USP; Carlos Fernando S. Andrade, professor do Departamento de Biologia Animal, e Diogo Oliveira, pesquisador associado da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, ambos da Unicamp.

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