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Dieta com pouco carboidrato e muita proteína previne Alzheimer em ratos

A dieta cetogênica prevê um alto consumo de gordura e de proteína e uma baixa ingestão de carboidratos  - iStock
A dieta cetogênica prevê um alto consumo de gordura e de proteína e uma baixa ingestão de carboidratos Imagem: iStock

Do UOL VivaBem, em São Paulo

12/10/2018 14h17

Geralmente usada para a perda de peso a curto prazo, a dieta cetogênica também parece fazer bem ao cérebro, de acordo com dois estudos realizados por pesquisadores da Universidade de Kentucky, nos Estados Unidos.

Para a primeira pesquisa, publicada no periódico Scientific Reports, os pesquisadores fizeram com que dois grupos de nove ratos, com idades entre 12 e 14 semanas, recebessem a dieta cetogênica (que prevê um alto consumo de gordura e de proteína e uma baixa ingestão de carboidratos) ou uma dieta regular. Após 16 semanas, a equipe percebeu que os camundongos que seguiram a cetogênica tiveram aumentos significativos no fluxo sanguíneo cerebral, melhor equilíbrio no microbioma no intestino, níveis mais baixos de glicose no sangue e peso corporal, e um aumento benéfico no processo que elimina beta-amilóide de o cérebro —uma marca da doença de Alzheimer.

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"A ciência recente sugere que a integridade neurovascular pode ser regulada pelas bactérias no intestino, então nos propusemos a verificar se a cetogênica aumenta a função vascular cerebral e reduz o risco de neurodegeneração em camundongos saudáveis jovens", explica Ai-Ling Lin, principal autora do estudo. "Ficamos felizes em ver que poderíamos realmente usar a dieta para reduzir o risco de doença de Alzheimer".

No segundo estudo, publicado no periódico Frontiers in Aging Neuroscience, os pesquisadores usaram técnicas de neuroimagem para explorar os efeitos da dieta cetogênica, da restrição calórica e da rapamicina (um imunossupressor) na função neurovascular dos ratos.

Os dados sugeriram que a restrição calórica funcionava como uma espécie de "fonte da juventude" para roedores idosos, cujas funções neurovascular e metabólica eram melhores que as de camundongos jovens com dieta irrestrita.

Lin e seu laboratório já estão fazendo exatamente isso: projetando um ensaio clínico para compreender o papel do microbioma intestinal na disfunção neurovascular (um fator de risco para o Alzheimer) e no envelhecimento saudável.

"Vamos usar a neuroimagem para identificar a associação entre o equilíbrio do microbioma intestinal e a função vascular cerebral em indivíduos com mais de 50 anos de idade, com um objetivo final de projetar e testar intervenções nutricionais e farmacológicas que prevenirão a doença de Alzheimer", explica ela.

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