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Vamos nos abraçar: carinho acalma, bloqueia o estresse e até regula pressão

O carinho pode estimular o cérebro, tranquilizar e ajudar em doenças respiratórias - iStock
O carinho pode estimular o cérebro, tranquilizar e ajudar em doenças respiratórias Imagem: iStock

Do UOL VivaBem, em São Paulo

29/09/2018 14h33

Não há como negar, quando você é abraçado ou recebe um beijo você se sente reconfortado e muda até de humor. Acontece que essas demonstrações de afeto não são só um detalhe, elas realmente podem afetar sua saúde e bem-estar. O Medical News Today relacionou diversos estudos que mostram a importância do afeto em nossas vidas.

Um estudo publicado na revista científica Nature mostrou que o toque é importante para os humanos quando se trata de comunicar emoções e manter relacionamentos, tanto os românticos quando os de amizade.

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Antes de tudo, é bom deixar claro que estamos falando de toques que você realmente quer receber e que acontecem em momentos apropriados. Entre estranhos ou de forma inadequada são um ato de violação.

Mas quando recebido por um ente querido, o contato é importante desde o berço. Pesquisas antigas mostram que crianças que crescem sem o toque afetivo têm graves problemas de desenvolvimento e são incapazes de se relacionar socialmente.

É que ao acariciar alguém ou receber um carinho ativamos áreas específicas do cérebro, influenciamos os processos de pensamentos, reações e respostas fisiológicas. Segundo estudo feito na Universidade de Miami (EUA), exames cerebrais mostraram que o toque ativa o córtex orbitofrontal, uma região do cérebro associada ao aprendizado e à tomada de decisões, como comportamentos emocionais e sociais.

O toque também é reconhecido com importância pelo corpo em momentos de perigo. Um estudo publicado no Journal Research of Language and Social Interaction provou que abraçar e acariciar crianças em sofrimento tem um efeito calmante. A interação e a coordenação envolvidas nesse cenário permitem reconquistar a segurança e tranquilizar ao mostrar uma oferta de apoio e empatia.

Todos ganham com o afeto

Nós gostamos de receber e dar abraços em quem amamos porque eles desencadeiam um padrão neural de conforto e afeição.

Uma pesquisa descobriu que as mulheres que ofereciam o toque físico como um símbolo de apoio aos seus parceiros mostraram maior atividade no estriado ventral, que é uma área do cérebro envolvida no sistema de recompensa. Ou seja, um abraço reconfortante pode beneficiar tanto o receptor quanto o doador, ambos envolvidos experimentam mais emoções positivas e sentem-se mais fortemente ligados.

Além disso, uma série de estudos realizados por pesquisadores holandeses mostrou que abraçar poderia aliviar os sentimentos de medo existencial e diminuir a insegurança.

Em casais que se abraçam sempre, as mulheres costumam ter menos problemas de pressão alta - iStock - iStock
Em casais que se abraçam sempre, as mulheres costumam ter menos problemas de pressão alta
Imagem: iStock

O carinho ajuda na cura

Uma pesquisa revelou que o compartilhamento na comunicação não-verbal do afeto - que inclui ações como abraços e beijos - pode amortecer o efeito do estresse e acelerar a recuperação dele.

Além disso, outro estudo, publicado na revista Psychological Science, sugeriu que o bloqueio ao estresse causado por abraços compartilhados tem um efeito protetor contra infecções respiratórias.

Outros estudos mostraram que, em casais que dão abraços com frequência, as mulheres tendem a ter pressão arterial mais equilibrada, o que sugere que esse tipo de contato pode literalmente beneficiar o coração.

Beijos românticos também ajudam a impulsionar o sistema imunológico. Os cientistas afirmam que quando nos beijamos transferimos "80 milhões de bactérias por beijo íntimo de 10 [segundos]", e essa troca microbiana age como uma vacina, familiarizando o sistema imunológico com potenciais novas ameaças bacterianas e fortalecendo sua eficácia.

Como se ainda não estivesse bom o bastante, o toque se mostrou eficaz quando se trata de aliviar a dor física. Ficar de mãos dadas com seu parceiro pode ser suficiente para diminuir incômodos. Uma pesquisa divulgada na revista Scientific Reports mostrou que se dois parceiros se tocam e um deles experimenta dor leve, o carinho realmente diminui a sensação de dor.

Conclusão? Termine de ler essa reportagem e vá abraçar quem está perto de você, pela sua saúde e pela do outro.

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