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Ciência comprova: gentileza gera gentileza

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Imagem: supersizer/IStock

Do UOL VivaBem, em São Paulo

23/09/2018 12h18

No mundo moderno, a cooperação faz parte do dia a dia da maioria das pessoas. Doamos sangue, ajudamos projetos sociais, realizamos pequenas gentilezas como segurar a porta para alguém entrar – hábitos que muitos já fazem sem pensar.

Agora, um estudo publicado no periódico Current Biology, que estudou os hadzas, tribo da Tanzânia, durante um período de seis anos, têm novas percepções sobre as razões que levam as pessoas a trabalharem juntas.

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As evidências mostram que os hadzas estão geralmente dispostos a compartilhar, já que sobrevivem da caça e muitas vezes, alguns conseguem mais alimentos que outros. Mas isso não significa queiram doar. Na verdade, para a tribo, o compartilhamento depende menos do indivíduo e mais do grupo no qual está vivendo.

"Descobrimos que, ano após ano, a vontade de compartilhar com os outros mudava de acordo com o campo em que estavam morando” diz Coren Apicella, principal autor da pesquisa.  "As pessoas viviam com outros indivíduos que eram semelhantes a elas em níveis de generosidade".

Os resultados mostram que não é que as pessoas que gostam de compartilhar escolham viver com outras pessoas que também gostam de compartilhar. Em vez disso, as pessoas adaptam suas próprias tendências de gentileza e cooperação de modo correspondente ao grupo em que vivem atualmente. Em outras palavras, o compartilhamento é orientado por normas e comportamentos de grupos locais.

Método de pesquisa

Para descobrir o que impulsiona o comportamento cooperativo dos hadzas, os pesquisadores visitaram 56 campos na Tanzânia durante seis anos. Durante essas visitas, cerca de 400 adultos de todas as idades foram convidados a jogar um jogo.

A brincadeira é tipicamente jogada pedindo para as pessoas decidirem se querem compartilhar dinheiro com o grupo ou guardá-lo para si mesmas. Para a tribo, os pesquisadores pediram para considerar o compartilhamento palhas de mel, sua comida favorita.

Cada pessoa começou com quatro palhas, que eles poderiam colocar para todo o grupo ou não. As contribuições feitas em conjunto triplicaram a quantidade de comida para o grupo.

Os dados mostraram que os hadzas que viviam em certos campos eram consistentemente mais generosos do que os outros. Além disso, os indivíduos se comportaram de maneira diferente ao longo do tempo, modificando seu comportamento de acordo com as normas do grupo com o qual estavam vivendo no momento.

De acordo com os pesquisadores, as descobertas destacam a natureza flexível da cooperação e gentileza humana, que geralmente é contagiosa.

"Se você se encontra cercado de pessoas egoístas, você não precisa necessariamente encontrar uma nova multidão, mas sendo generoso, pode fazer com que os outros sigam seu exemplo", afirmam os responsáveis pelo artigo.

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